Seleção Brasileira deve ter novidades em todos os setores após empate no primeiro amistoso; Raphinha foi testado como centroavante (Foto: Rafael Ribeiro/ CBF)
A Seleção Brasileira deve ter sete mudanças para o segundo amistoso contra a Austrália, nesta terça-feira (29), às 7h de Brasília. Depois do empate por 1 a 1 em Townsville, Carlo Ancelotti prepara uma equipe diferente para o duelo no Suncorp Stadium, em Brisbane.
No treino desta segunda-feira (28), Ancelotti repetiu a formação da atividade anterior. Assim, o Brasil foi a campo com Otávio; Vanderson, Jair, Gabriel Magalhães e Mauro Júnior; Danilo, Bruno Guimarães e Gabriel Bontempo; Rayan, Raphinha e Vinicius Junior. Além disso, a comissão técnica trabalhou a pressão alta.
Ataque renovado
A principal novidade está no ataque. Raphinha se transformou em centroavante no esquema 4-3-3, enquanto Rayan apareceu pelo lado do campo. Autor do gol de empate no primeiro amistoso, o atacante ganhou espaço entre os titulares. Por outro lado, Endrick, titular em Townsville, treinou na equipe reserva.
As mudanças fazem parte dos testes de Ancelotti neste início de novo ciclo. Além disso, a convocação conta com nove estreantes: Martinelli, Mauro Júnior, Otávio, Arthur Dias, Jair, Breno Bidon, Matheuzinho, Gabriel Bontempo e Pedro Morisco. Nesta segunda-feira, o treinador destacou as primeiras impressões sobre os novos jogadores.
“Os jovens que estão aqui, eu gosto deles, de todos. O Breno (Bidon) é um jogador que tem muita qualidade, que está jogando muito bem no Campeonato Brasileiro. Gostei muito de Arthur Dias e dos goleiros, que eu não conhecia. A verdade é que são todas surpresas positivas. Gostei muito do Gabriel Bontempo, Jair… Quero ser objetivo: temos futuro, apesar das críticas”, destacou Ancelotti.
Entre os jogadores que devem deixar a equipe titular está Endrick. O atacante começou o primeiro confronto contra a Austrália, mas deve ficar no banco em Brisbane. Apesar disso, valorizou a oportunidade de defender a Seleção e falou sobre as cobranças que acompanham a carreira no futebol.
“Cara, a gente tem uma pressão enorme, mas a gente tem que ser agradecido pelo que o futebol proporciona para a gente. Claro que tem momentos de dores, momentos de pressão ali, mas o que o futebol proporciona para a gente são coisas maravilhosas, que podem mudar a vida das nossas famílias. E não é difícil ser jogador, é difícil as coisas que acontecem. A gente não pode falar que é difícil ser jogador”, declarou.
Além disso, o atacante comparou as cobranças enfrentadas pelos jogadores com a realidade de trabalhadores fora do futebol. “Difícil é ser pessoas que têm que acordar 5h da manhã para ir trabalhar, e estar trabalhando de segunda a domingo. E a gente está dentro do futebol, fazendo o que a gente mais ama, ganhando dinheiro, podendo mudar a vida da nossa família”, ponderou.
Mais mudanças
As alterações, porém, não ficam restritas ao setor ofensivo. Na defesa, Vanderson, Jair, Gabriel Magalhães e Mauro Júnior formaram a linha titular nos últimos treinamentos. Já no meio-campo, Gabriel Bontempo ganhou espaço ao lado de Danilo e Bruno Guimarães.
No primeiro amistoso, Ancelotti começou com Hugo Souza; Matheuzinho, Marquinhos, Vitor Reis e Douglas Santos; Danilo e Bruno Guimarães; Estêvão, Raphinha, Endrick e Vinicius Junior. Dessa forma, somente Danilo, Bruno Guimarães, Raphinha e Vini Jr. devem permanecer entre os titulares.
Brasil e Austrália voltam a se enfrentar três dias depois do empate por 1 a 1 em Townsville. Na sequência, a delegação brasileira segue para Calcutá. A Seleção encerra a Data Fifa contra a Índia, no sábado (3), às 11h de Brasília.
Prováveis escalações
Austrália: Patrick Beach; Lucas Herrington, Harry Souttar e Alessandro Circati; Jacob Italiano, Jackson Irvine, Aiden O’Neill e Aziz Behich; Nestory Irankunda, Connor Metcalfe e Tete Yengi. Técnico: Tony Popovic.
Brasil: Otávio; Vanderson, Jair, Gabriel Magalhães e Mauro Júnior; Danilo, Bruno Guimarães e Gabriel Bontempo; Rayan, Raphinha e Vinicius Junior. Técnico: Carlo Ancelotti.


