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Brasil cai nas oitavas após derrota para a Noruega, e escolhas de Ancelotti entram na mira das críticas

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A caminhada da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim de forma precoce. Neste sábado, o Brasil foi derrotado por 2 a 1 pela Noruega, nas oitavas de final, e deu adeus ao sonho do hexacampeonato. Haaland marcou os dois gols da classificação norueguesa, enquanto Neymar descontou para a equipe brasileira.

A eliminação recoloca a Seleção diante de velhos questionamentos. Pela primeira vez desde a Copa de 1990, o Brasil deixa um Mundial ainda nas oitavas de final, resultado que escancara uma campanha abaixo das expectativas e levanta dúvidas sobre as escolhas feitas por Carlo Ancelotti ao longo da competição.

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Desde sua chegada, o treinador italiano apostou em Vinícius Júnior como o principal protagonista da equipe. A ideia era transformar o camisa 7 na referência técnica do Brasil, mas, diante da Noruega, o plano não funcionou. Esperava-se que Vini assumisse a responsabilidade nos momentos decisivos, porém o atacante teve uma atuação discreta. Em diversos lances, prendeu a bola quando a jogada pedia rapidez e objetividade, tentou resolver individualmente e esteve longe do desempenho que costuma apresentar no Real Madrid. Quem esperava um jogador capaz de desequilibrar como Ronaldinho Gaúcho, viu um atleta que pouco apareceu quando a Seleção mais precisava.

Se Vini não conseguiu liderar tecnicamente a equipe, outros erros também pesaram. Ainda com o placar em 0 a 0, Bruno Guimarães teve a oportunidade de colocar o Brasil em vantagem, mas desperdiçou uma cobrança de pênalti. Um lance que mudou o rumo da partida e deu confiança aos noruegueses.

Pouco depois, Endrick também teve nos pés uma oportunidade clara de mudar a história do confronto. Cara a cara com o goleiro, desperdiçou uma chance que muitos torcedores rapidamente compararam às finalizações de Romário. O Baixinho construiu sua carreira justamente transformando oportunidades como aquela em gol. Endrick, desta vez, não conseguiu corresponder.

Ainda no segundo tempo, Haaland mostrou por que é considerado um dos maiores atacantes da atualidade. Aproveitou as oportunidades que teve e marcou os dois gols que colocaram a Noruega nas quartas de final, enquanto o Brasil voltou a sofrer com a falta de eficiência nas duas áreas.

Entre tantas críticas, Neymar acabou sendo um dos poucos destaques positivos da equipe. Autor do gol brasileiro, o camisa 10 mostrou qualidade sempre que esteve em campo durante o Mundial. Fica, porém, a sensação de que poderia ter sido mais decisivo caso tivesse recebido maior minutagem nas partidas anteriores. Talvez, chegando em melhores condições físicas e com mais ritmo de jogo, pudesse exercer um papel ainda mais importante justamente no confronto decisivo.

A eliminação também pode representar o fim de uma era. Aos 34 anos, Neymar se despede, ao menos por enquanto, de mais uma Copa do Mundo sem conquistar o título que perseguiu durante toda a carreira. Depois de participar de quatro Mundiais, o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira continua sem levantar a taça mais importante do futebol.

Agora, mais do que lamentar a derrota para a Noruega, o Brasil terá de responder perguntas inevitáveis. A aposta de Ancelotti em centralizar o protagonismo em Vinícius Júnior foi a decisão correta? Neymar deveria ter recebido mais espaço durante o torneio? O excesso de oportunidades desperdiçadas foi apenas um acidente ou reflexo de um time que nunca conseguiu convencer?

Perguntas que acompanharão a Seleção até o início de um novo ciclo, enquanto o sonho do hexacampeonato é novamente adiado.

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