Nesta terça-feira (3), Cauly completa exatos três anos desde o seu anúncio oficial como jogador do Bahia, ocorrido na mesma data em 2023.
Contratado para ser o cérebro da equipe na era Grupo City, mesmo que um nome inicialmente desconhecido do público, o meia conviveu com grande destaque a nível nacional em sua primeira temporada, mas vive agora o seu momento de maior incerteza no clube.
Entre o protagonismo inicial e a queda de rendimento em termos de desempenho e estatísticas, o camisa 8 vê seu nome ser envolvido em diversas especulações de saída neste início de 2026, ficando fora até mesmo da estreia na Série A e de jogo com os reservas no Baianão.
Ascensão meteórica e protagonismo no Bahia em 2023
A trajetória de Cauly no Esquadrão foi marcada por uma ascensão meteórica em 2023, quando foi o principal pilar técnico na luta contra o rebaixamento.
Na época um meia então desconhecido, com longa história na Alemanha e vindo da Bulgária, Cauly rapidamente mostrou seu talento ao assumir a liderança criativa do Bahia, atuando como o maestro do time sobretudo em um esquema pautado no 4-2-3-1, com pouca influencia defensiva já que os volantes eram Acevedo e Rezende.
Em 2023, ele contribuiu com 10 gols e 9 assistências em apenas 47 jogos. Foi não só a melhor temporada com a camisa tricolor, como a melhor da carreira como um todo.
Um dos jogos de maior destaque foi a goleada por 5 a 1 sobre o Corinthians, na Neo Química Arena, que o consolidou como um dos grandes jogadores do Brasileirão mesmo com o Bahia lutando contra o Z-4. Na ocasião, Cauly fez um golaço histórico.

2024 e 2025: confiança de Ceni para jogar a maioria dos jogos mesmo em queda
Em 2024, apesar de enfrentar períodos de instabilidade técnica, o meia manteve o status de titular absoluto em um esquema tático moldado por Rogério Ceni especificamente para potencializar suas características.
O Bahia atuava com dois volantes, sendo eles Caio Alexandre e Jean Lucas, e os meias Cauly e Everton Ribeiro em funções centrais. Na frente, Thaciano e Everaldo foram titulares na maior parte dos jogos, terminando o ano com Ademir e Lucho ganhando espaço.
Naquele ano, ele registrou nove gols e nove assistências em 62 partidas disputadas.
A confiança do treinador ficou evidente também em 2025. Mesmo perdendo o lugar cativo na equipe titular, com a escolha de Ceni por utilizar dois pontas (Ademir e Pulga) em um esquema de 4-3-3, Cauly encerrou a última temporada como um dos jogadores que mais entrou em campo, somando 63 jogos — marca idêntica à de Luciano Juba.
Dos 63 jogos do ano passado, 31 deles foram como titular e os outros 32 foram como reserva. Seja de uma forma ou de outra, o camisa 8 permaneceu como uma das escolhas prioritárias de Rogério Ceni; atuou como meia central, como ponta e até como centroavante, mas sem destaque em nenhuma função.
Fonte: EC Bahia
Foto: Letícia Martins / EC Bahia

