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Camarão seco e azeite de oliva são os vilões da Semana Santa

Essencial para compor os principais pratos da época, o quilo do camarão aumentou e muito

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A gerente de loja, Betânia Batista, aproveitou este domingo (10) para pesquisar itens do tradicional almoço da Sexta-feira Santa no Mercado das Sete Portas e se surpreendeu com o preço do camarão seco. “Tudo subiu, está pouco salgado esse ano, mas o camarão está pior”, comenta.

O feirante Betão do Camarão conta que o movimento aumentou neste fim de semana e os clientes que buscam os ingredientes das receitas para a Semana Santa são unânimes em questionar a alta de preços do produto. “O povo está reclamando muito do camarão, que está mais caro mesmo: já vendi a R$ 42 o quilo e, este ano, chega a R$ 55”, revela. Diante do cenário de alta de até 30% nos preços, uma alternativa é o camarão fresco, que sai a R$ 30 o quilo.

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De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o grande vilão no país entre os itens típicos de Páscoa é o azeite de oliva, que este ano registra aumento do preço na ordem de 24,7% e que deve deixar, em média, 15% mais cara a cesta de produtos para o tradicional almoço das famílias. No estado, segundo dados da Fecomércio-BA, o aumento médio registrado do produto, esse ano, chega a 37%; na segunda posição vem o arroz, com alta, em 12 meses, de 24,56%.

Consumidores reclamam do aumento do camarão seco durante as compras | Foto: Romildo de Jesus

 

Os peixes frescos ou congelados devem estar presentes no almoço de 26% das famílias, seguidos de bacalhau (12,9%). Em Salvador, este último tem apresentado preço atrativo neste ano e, como explica o feirante Gilson de Jesus Santos, o quilo do pescado, que já chegou R$ 90, está saindo a R$ 65. A consumidora Angela Cristina do Carmo constata a tendência de queda e diz que presenciou, em um atacadista da cidade, muitos clientes levando quilos de bacalhau para revenda. Em um supermercado localizado também nas Sete Portas, o quilo do bacalhau era comercializado, ontem, a R$ 58.

“A corvina está a R$ 20 na feira; a tilápia também não está cara; mas a pescada amarela e o badejo, esses peixes mais nobres, estão muito caros”, comenta a aposentada. Além dos produtos citados, outros itens necessários para a refeição da Páscoa têm forte desaceleração em um ano, como aponta a Fecomércio-BA: cebola, tomate e alho, registraram recuos respectivos de -18,73%, -5,54% e -3,84%.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trabalhados pela entidade, a cesta dos itens tradicionais mais procurados para a data comemorativa, em relação a alimentação, está com aumento médio de 5,86% no acumulado de 12 meses até janeiro deste ano, na RMS – Região Metropolitana de Salvador. No mesmo período do ano anterior, a variação havia sido de 21,58%.

“Essa forte desaceleração é muito benéfica para o consumidor, pois, ao mesmo tempo em que os preços não estão pressionados, há um ambiente mais favorável de mercado de trabalho e renda, dando condições de uma expansão de consumo no período, além de uma redução na taxa de famílias inadimplentes na região de Salvador, conforme mostra a PEIC – Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Fecomércio-BA”, pontua o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze.

Quem se antecipar em garantir os produtos da Semana Santa, poderá encontrar, na região das Sete Portas, o quilo da castanha inteira a R$ 60, de quiabo a R$ 8, e o litro de azeite de dendê, a R$ 12. Ainda como orienta a Fecomércio-BA, o consumidor deve buscar o item pelos mais diversos estabelecimentos, pois há diferença entre eles e inclusive com algumas promoções específicas, além de sempre ficar atento para realizar as compras com organização, para que possam caber no bolso, evitando descontrole no momento seguinte.

 

Fonte: Tribuna da Bahia

Foto: Romildo de Jesus

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