Geral

Câncer da jogadora Paula pode ter sido infecção por bactéria h. pylori, aponta médico

"A descoberta da lesão pré-cancerosa como pólipos e o câncer precoce podem ser tratados por endoscopia digestiva alta"
Imagem do WhatsApp de 2023-05-16 à(s) 09.02.29
Publicado em 20/05/2023 às 08:00

Por Elane Varjão 

A jogadora de vôlei Paula Borgo, de 29 anos, faleceu na quinta-feira (11/5), vítima de um câncer de estômago. A atleta lutava há oito meses contra a doença. O câncer de estômago, também conhecido como câncer gástrico, desenvolve-se de forma lenta e, raramente, apresenta sintomas nas fases iniciais. Os fatores mais ligados ao desenvolvimento do câncer de estômago estão relacionados ao estilo de vida. Sobrepeso, consumo de álcool, de alimentos muito salgados e tabagismo, além de infecções pré-existentes (incluindo por h. pylori) são considerados fatores de risco.

O médico gastroenterologista e coordenador dos Serviços de Endoscopia Digestiva do Hospital Geral Roberto Santos (HRS), Marco Clarêncio, avalia que “o câncer da jogadora certamente foi preponderante o fator genético e ela deveria está infectada pela helicobacter pylori, bactéria que é um forte fator de risco para a neoplasia maligna ou câncer gástrico”.

O câncer gástrico tem o tipo intestinal e o tipo difuso. Fazer endoscopia digestiva alta pode ajudar no diagnóstico precoce. “É possível que o câncer da jogadora tenha sido difuso que é mais agressivo. Pacientes com 40 a 45 anos devem fazer uma endoscopia digestiva alta como prevenção. E caso tenha tem história familiar, está recomendado fazer antes dos 40 anos e investigar se tem a bactéria helicobacter pylori”, ressalta o médico.

A causa de morte nesses pacientes pode estar relacionada a desnutrição, que favorece a diminuição de imunidade e propensão a infecção. “A dieta pode ter um influência também, mas a  infecção pelo h. Pylori e a genética falam mais forte. A própria doença consome muito o indivíduo, porque aumenta o metabolismo, reforça Clarêncio.

A descoberta da lesão pré-cancerosa como pólipos e o câncer precoce podem ser tratados por endoscopia digestiva alta. O importante é fazer a prevenção, recomenda o médico. A endoscopia digestiva alta pode ser feita a partir dos  40 a 45 anos, mesmo sem sinais de alarme como dor, perda de peso e anemia. É também recomendável fazer o exame antes dos 40 anos, caso tenha história familiar de câncer gástrico.

Marco Clarêncio explica ainda que, para a doença em estágio avançado, o tratamento é cirúrgico, e o paciente pode fazer quimioterapia a depender do caso.

Publicidade

Foto: Divulgação

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *