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Caso da turista gaúcha em Salvador ganha novo capítulo com posicionamento de delegado

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Publicado em 26/01/2026 às 15:04

O episódio envolvendo a turista Gisele Madrid Spencer Cesar, de 50 anos, que foi presa após proferir ofensas racistas e cuspir em uma vendedora ambulante negra no Pelourinho, em Salvador (BA), segue repercutindo amplamente, desta vez também nas redes sociais e no debate público mais amplo.

Após ser detida pela Polícia Civil e encaminhada à Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), Gisele foi solta na sexta-feira (23) após audiência de custódia, mas teve medidas cautelares impostas pela Justiça. Entre elas está a proibição de frequentar a Praça das Artes, no Centro Histórico, pelo prazo de 12 meses, além de outras obrigações processuais como comparecimento periódico em juízo e restrições de viagem.

O caso ganhou ainda mais visibilidade depois que o delegado Ricardo Amorim, titular da Decrin, publicou um vídeo em seu perfil no Instagram se manifestando diretamente sobre o episódio e fazendo um alerta público a turistas que planejam visitar Salvador com atitudes discriminatórias. No vídeo, mesmo estando de férias, o delegado disse ter retornado à unidade para agilizar as investigações e deixou claro que discriminação racial não será tolerada na cidade nem no estado.

Em sua fala, Amorim afirmou que quem busca vivenciar a cultura e a energia de Salvador deve fazê-lo com respeito, e que “se tiver esse tipo de pensamento, não venha para Salvador”, ressaltando que a Bahia possui estrutura policial especializada e equipes preparadas para enfrentar crimes raciais.

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O caso segue sob investigação, com as autoridades acompanhando o desenrolar judicial e possíveis desdobramentos legais e sociais.

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