Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil e no mundo
Por Elane Varjão

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou recentemente que as doenças não-transmissíveis se tornaram a principal causa de morte no Brasil e no mundo, entre elas estão as doenças cardiovasculares. Essas doenças apresentam causas múltiplas e se desenvolvem lentamente ao longo da vida, na maioria das vezes, de forma silenciosa e assintomática. Quem explica é o cardiologista Rodrigo Morel.
Segundo o médico, entre as principais doenças cardiovasculares estão o infarto agudo do miocárdio (IAM) e o acidente vascular cerebral (AVC), que podem estar associadas a fatores de risco controláveis ou não. “Por exemplo, histórico familiar, idade, envelhecimento, são fatores imutáveis, mas existem outros fatores que podemos controlar e propiciar a redução de risco cardiovascular como hipertensão , diabetes, obesidade, tabagismo, alimentação inadequada, inatividade física e consumo de álcool”, afirma o cardiologista.
Um dos alertas que o médico faz é para o tabagismo. “O tabagismo aumenta isoladamente muito o risco de doença cardiovascular, assim como o tabagismo secundário ou passivo, ou seja, quando uma pessoa que fuma em casa e as outras inalam a fumaça. O ideal é não fumar, porque o risco cardiovascular diminui bastante após cessar o tabagismo. Estima-se que após um ano de cessado esse hábito há uma redução de 50% dos riscos” reforça Morel.
A prevenção é fundamental para o controle de doenças cardíacas. Nesse sentido, o médico recomenda a adoção de hábitos de vida saudáveis, entre os quais atividade física regular de pelo menos 150 minutos por semana, alimentação balanceada, priorizando alimentos frescos, como frutas, legumes, hortaliças e cereais, evitando os ultraprocessados e a cessação do tabagismo.
A perda de peso na ordem de 3% a 5% já é um bom começo para evitar problemas do coração. “A atividade física melhora os níveis de triglicérides, açúcar, e reduz o risco de diabetes tipo 2. Também é fundamental evitar gorduras saturadas presentes nos alimentos processados e gordura trans presentes em biscoitos e produtos consumidos em fast foods”, conclui Morel.

