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Indústria baiana cresce pelo quinto mês consecutivo

Três atividades, portanto, representam 60% do valor da produção industrial na Bahia: refinos de petróleo, alimentos e produtos químicos.

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Os resultados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional, divulgada nesta terça-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam para o crescimento do setor industrial baiano. Em fevereiro deste ano, produção industrial no estado segue em alta, tanto frente a janeiro (1,8%), quanto frente a fevereiro do ano passado (6,1%).

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Segundo o IBGE, nas duas comparações, o desempenho da indústria da Bahia ficou acima do verificado no Brasil como um todo (-0,3% e 5,0%, respectivamente). Frente ao mesmo mês do ano anterior, a produção da indústria baiana mostrou um quinto avanço consecutivo e teve o melhor fevereiro desde 2020 (quando havia crescido 6,7%).

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Como explica Mariana Viveiros, supervisora de disseminação de informações do IBGE na Bahia, a indústria na Bahia apresentou quedas muito importantes desde antes da pandemia, em 2019, e apesar de uma pequena recuperação em 2022, em outubro do ano seguinte, o setor passou a apresentar resultados negativos novamente. Ela analisa o cenário como um possível início do processo de recuperação: “quando a gente olha o patamar da produção, hoje ele ainda está muito inferior ao que ele já esteve em momentos passados, antes da pandemia.

Os dados atuais revelam ainda um cenário de concentração da indústria baiana. “Esse indicador geral é construído a partir de pesos que são dados a determinadas atividades pela importância que elas têm na geração do valor industrial”, explica. De acordo com a supervisora, três atividades, portanto, representam 60% do valor da produção industrial na Bahia: refinos de petróleo, alimentos e produtos químicos.

Em fevereiro deste ano, na Bahia, a indústria extrativa (54,6%) e oito dos 10 ramos da indústria de transformação cresceram, puxados, mais uma vez, pelo refino de petróleo (7,9%), que mostrou a quinta alta consecutiva. Conforme dados do IBGE, com esse segundo avanço, a indústria da Bahia acumula alta de 7,1% no primeiro bimestre de 2024, também acima do país como um todo (4,3%). Nos 12 meses encerrados em fevereiro, a produção industrial baiana voltou a subir (0,6%), após dez recuos. O índice continua, porém, abaixo do nacional (1,0%).

Viveiros destaca o crescimento expressivo da indústria extrativa e afirma que apesar dos resultados positivos, é necessário “esperar um pouco para ver como é que vai se desempenhar nos próximos meses”. O IBGE ainda aponta que o resultado da indústria baiana ficou bem acima do registrado no Brasil como um todo (-0,3%) e foi o sétimo crescimento entre os 15 locais que têm informações para essa comparação: dentre os 10 com aumento de produção, Rio Grande do Sul (9,4%), Amazonas (7,3%) e Espírito Santo (5,9%) lideraram.

A segunda principal colaboração positiva para a alta da indústria baiana em fevereiro veio da fabricação de produtos alimentícios (8,2%), que voltou a avançar após ter recuado em janeiro (-2,9%), retomando uma sequência de resultados positivos que se estendeu de dezembro de 2022 a dezembro de 2023.

Fonte: Tribuna Da Bahia
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