A Associação Bahiana de Clínicas de Trânsito (ABCTRAN) irá realizar entre os dias 18 e 20 de abril, o 1º Congresso Baiano de Medicina e Psicologia de Tráfego, a partir das 9 horas no Centro de Cultura Cristã da Bahia (CECBA), no bairro do Costa Azul. O tema central do evento será “Mobilidade Humana e seus desafios”.
Criada há 23 anos, a associação reúne atualmente 220 clínicas associadas por dezenas de cidades da Bahia e tem atuado para congregar as clínicas de trânsito da Bahia, aproximar seus proprietários e buscar melhores condições de trabalho e atendimento dos candidatos à Carteira Nacional de Habilitação.
Em 2004, o encaminhamento dos candidatos à clínica é feito por divisão equitativa. A medida cumpre a Resolução do Conselho Federal de Medicina, que considera a avaliação dos candidatos a CNH uma perícia e, como tal, não pode ser definida pelo próprio candidato.
Na manhã de ontem, o presidente da Associação, Augusto Seróes e a presidente do Congresso Vera Souza, ambos psicólogos, estiveram na Tribuna da Bahia em encontro com o presidente do Jornal, Walter Pinheiro, para apresentar o evento e discorrer sobre os impactos positivos que sua realização devem promover na sociedade. Na ocasião, Vera destacou a preocupação com o aprimoramento e a ampliação do conhecimento de peritos. “Para trabalhar nessa área precisamos de peritos e especialistas em trânsito porque fazemos perícias. É importante ampliar, reciclar”, diz.
Segundo ela, a psicologia do tráfego é uma área específica dentro da psicologia direcionada para todos os problemas que envolvem o trânsito. “Questões emocionais, psíquicas e físicas como a realidade PCD. No Congresso, abordaremos TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), o envelhecimento no contexto do trânsito, a obesidade, a ansiedade, impulsividade e agressividade no trânsito”, explicou Vera Souza.
Embora comece dia 18, o Congresso terá as portas abertas para toda a população interessada no assunto no dia 19, quando acontece a abertura oficial. “Estudantes de medicina e psicologia que tiverem interesse em conhecer a área, clínicas não associadas e até mesmo pessoas de outras áreas que queiram conhecer a área de transito”.
Após o ato, acontecerá em paralelo o Fórum PCD e o Trânsito. O tema, conforme o presidente da ABCTRAN, foi escolhido por conta das dúvidas constantes, das demandas de Pessoas com Deficiência (PCD) e da necessidade de se ter um trânsito inclusivo. “Como o PCD tem direito a isenção de impostos, de ICMS, tem muita gente que fica buscando essa isenção e procura o serviço médico do Detran para fazer essas perícias. Tem muita gente que tem direito a isenção mas não seria o caso de ir para o Detran, porque o órgão visa a adaptação do veículo”, explica Seróes.
Vera Souza, vice-presidente da entidade e na presidência do Congresso, tem a expectativa de que o Fórum seja bastante amplo. “Será bastante ampla com várias autoridades, Receita Federal, Ministério Público, secretarias de saúde, associação de neurologia e ortopedia, e demais entidades e órgãos que trabalham com PCD”, acrescenta.
Durante a conversa, o presidente da Tribuna Walter Pinheiro comentou sobre os riscos e problemas do trânsito atual, inflacionado de motociclistas, carros e condutores com pressa, pouco preocupados com a vida do próximo. “O motorista precisa pensar na vida dele, mas também na vida do próximo. Muitos não respeitam a velocidade, estão com tanta pressa, mas quando se envolvem numa batida, por exemplo, gastam uma hora numa discussão”, exemplifica.
Ele também ressaltou a importância do trabalho das clínicas de trânsito. “Evidentemente que ninguém gosta de ser fiscalizado e avaliado, mas passar pela clínica é um fato obrigatório. É muito importante que as pessoas estejam habilitadas com saúde, porque existem casos de mal súbito”, continua.
Clínicas – O presidente da ABCTRAN explica que para se trabalhar numa clínica de trânsito precisa de médicos e psicólogos que sejam peritos e especialistas de trânsito. “São clínicas credenciadas pelo Detran e são exclusivas para fazer esse trabalho pelo Detran. O que o médico e o psicólogo fazem são perícias administrativas em cumprimento a determinação do Contran, que determinam quais os itens a serem avaliados e estipulam os parâmetros”, reforça.
Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial: hábitos saudáveis contribuem no cuidado contra a doença
O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial (26 de abril), foi criado com o objetivo de alertar a população para a importância da doença, que teve um aumento de 3,7% entre os adultos nos últimos 15 anos no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, os índices saíram de 22,6% em 2006 a 26,3% em 2021. O relatório mostra ainda um aumento na prevalência do indicador entre os homens, variando 5,9% para mais. Houve aumento também entre as mortes. Em 2011, foram 23.233 mortes por hipertensão. Em 2021, esse número subiu para 39.964, o que representa um aumento de 72%.
De acordo com o cardiologista Dr. Nivaldo Filgueiras, que é vice-presidente da Associação Bahiana de Medicina (ABM) e conselheiro do Conselho Administrativo da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a data é uma oportunidade de ressaltar que manter hábitos saudáveis como o consumo de alimentos balanceados e a realização de atividades físicas diárias podem contribuir para a prevenção e redução dos fatores de risco da hipertensão arterial. A doença pode causar o enfraquecimento do coração, doença renal crônica, doenças da aorta, hemorragias oculares e, além disso, acarretar Acidente Vascular Cerebral (AVC).
A adoção de hábitos saudáveis é ainda mais importante, diante dos dados levantados pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Segundo a ferramenta, de 2010 a 2020, foram registradas 551.262 mortes por doenças hipertensivas, sendo 292.339 em mulheres e 258.871 em homens.
Segundo o cardiologista, o problema, popularmente conhecido como pressão alta, pode acometer crianças, adolescentes, adultos e idosos de ambos os sexos. A doença provoca o estreitamento das artérias e faz com que o coração precise bombear o sangue com cada vez mais força para impulsioná-lo por todo organismo e depois recebê-lo de volta. Uma pessoa é considerada hipertensa quando a sua pressão arterial apresenta valores iguais ou acima de 14 por 9.
“É um processo que ocasiona a dilatação do coração, danifica as artérias e, consequentemente, acaba favorecendo a ocorrência de ataques cardíacos e derrames cerebrais”, aponta.


