Por Elane Varjão
Falar em saúde é também desejar que os avanços da tecnologia e da ciência cheguem à população como um todo. Alguns exemplos aumentam essa esperança, como a recente incorporação pelo Ministério da Saúde na sua tabela de Procedimento do SUS do Implante Transcateter da Válvula Aórtica (ITVA) para tratamento da estenose aórtica grave (degeneração da válvula do coração).
Esse procedimento é uma antiga reinvindicação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), como explica o médico Cardiologista Intervencionista, Adriano Dourado, do Hospital Santa Izabel. “Essa incorporação traz um alívio para pacientes portadores da doença, que, quando não tratada no momento certo, leva invariavelmente à falência do coração e morte. A taxa de mortalidade é de 60% no período de 2 anos, nos pacientes com sintomas”, afirma.

A doença está relacionada ao envelhecimento e afeta cerca 5% da população com mais de 75 anos, ou seja, 1 em cada 20 idosos a partir dessa faixa etária. O implante é o procedimento com melhor resposta para esses pacientes. “O ITVA consiste no implante de prótese valvar por meio do cateterismo cardíaco. Atualmente, é realizada sem anestesia geral, sem corte, sem parar o coração, por meio de um furo realizado na artéria da perna. O único tratamento eficaz é a troca ou colocação de uma prótese no lugar da válvula doente”, conclui Dourado.
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