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Chance de El Niño aumenta e pode trazer impactar o nordeste em 2026

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As previsões climáticas que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), fez indicam um aumento significativo de chance da formação do fenômeno El Niño ao longo deste ano, o que acabou acendendo um alerta para possíveis mudanças no clima em diversas regiões do Brasil,e em especial no Nordeste.

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O El Niño é um fenômeno natural, ele acontece quando as águas do Oceano Pacífico, que estão mais próximas à Linha do Equador, ficam cada vez mais quentes do que o normal por um longo período. Por conta desse aquecimento, ocorre uma alteração na circulação dos ventos e da umidade, o que acaba provocando mudanças no clima em diferentes partes do mundo.

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O que significa que algumas regiões tendem a ficar mais secas, enquanto outras registram mais chuva. Esse fenômeno faz parte de um ciclo climático que também inclui o La Niña e períodos neutros.

A chance de ocorrência do fenômeno passa de 60% a partir do período entre maio, junho e julho.

Os impactos para o Nordeste

Na região um dos principais efeitos do El Niño costuma ser a diminuição das chuvas. Isso acontece porque o fenômeno impede a formação de nuvens carregadas, e acaba por deixar o clima mais seco e quente, principalmente no interior e no sertão semiárido.

Principais impactos:

  • Intensificação das secas;
  • Redução dos níveis de reservatórios;
  • Prejuízos na agricultura, especialmente em culturas sensíveis à falta de água;
  • Aumento das temperaturas;
  • Maior pressão sobre o abastecimento em áreas mais vulneráveis.

Enquanto a região  Nordeste do Brasil costuma a enfrentar e sofrer devido a esses períodos mais secos, outras regiões do país, como a região Sul e Sudeste podem acabar sofrendo um efeito contrário, devido ao aumento das chuvas. Esse contraste é uma das marcas do El Niño.

Os especialistas alertam que esse monitoramento se torna essencial, pois eventos desse porte podem acabar intensificando os extremos climáticos. Com esse cenário de mudanças climáticas os impactos podem ser ainda mais fortes, exigindo atenção e preparo, principalmente nas regiões que mais sofrem os efeitos.

 

 

FONTE: INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA

Foto: Reprodução/ Freepik

 

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