Sustentabilidade

Escolas de comunidades ribeirinhas recebem estruturas sustentáveis

Escola ribeirinha da Comunidade Indígena do Renascer, em Novo Airão (AM),
Publicado em 17/09/2026 às 16:00

Projeto financiou reformas e construções em instituições educacionais em município no Amazonas

 

Diariamente, os ribeirinhos enfrentam dificuldades por suas comunidades se localizarem em áreas onde o deslocamento pelos rios é necessário para acessar serviços básicos, como saúde e alimentação. Entre os principais desafios estão o acesso à infraestrutura básica, ao saneamento e a outros serviços essenciais

Diante desses desafios,o Projeto Educação Ribeirinha, da Fundação Almerinda Malaquias, no Amazonas, possibilitou que mais de 600 alunos e seus professores, de cerca de 20 escolas diferentes de Novo Airão, pudessem desfrutar de melhorias, a partir de arquitetura sustentável, com salas de aula, moradia para os educadores e banheiros.

Como começou

O projeto da ONG que existe há 25 anos no município amazonense recebe ajuda da secretaria de educação e financiamento de doadores. Em uma visita a uma dessas escolas, o empresário, que também é engenheiro e ativista do turismo sustentável, Ruy Carlos Tone, presenciou uma professora dormindo atrás de uma lousa, em uma casa que não tinha banheiro.

“Foi determinante. Eu senti uma vergonha enorme de estar ali”, disse.

A partir daí, surge a ideia de desenvolver melhorias nas salas de aula e moradia desses professores, aproveitando para envolver os alunos com atividades com  artesanato a partir de madeira reaproveitada.

Sobre a construção

Tanto as escolas quanto as casas são feitas de madeiras da própria comunidade, com telhados altos para melhor circulação de ar. A escolha, além de sustentável, permite que haja facilidade nas manutenções.

Além da estrutura, Tone fala da importância da dedicação, também, da parte visual, já que poderá ser lembrada pelos estudantes.

“A ideia é que as crianças, desde o começo, enxerguem como a edificação mais bonita da comunidade, um lugar importante”, disse.

O projeto já finalizou e entregou 21 das 23 escolas existentes nas comunidades da cidade, tendo previsão para finalizar os trabalhos até o final do ano.

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Foto: Maihara Marjorie/Divulgação

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