O avanço das ferramentas de inteligência artificial também trouxe novos recursos para a aplicação de golpes digitais. Com a tecnologia, criminosos podem criar ou alterar imagens, vídeos e áudios para simular pessoas reais e tornar abordagens fraudulentas mais convincentes.
Esse tipo de conteúdo é conhecido como deepfake e pode envolver a clonagem de voz, alteração de rostos e criação de vídeos manipulados. A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) aponta que essas ferramentas podem ser utilizadas em golpes e fraudes baseados na clonagem de voz, imagem e identidade.
Quais sinais podem indicar uma imagem ou vídeo falso?
Embora os conteúdos produzidos por IA estejam cada vez mais realistas, alguns elementos podem ajudar na identificação da manipulação.
A Polícia Federal recomenda observar a sincronização entre os movimentos dos lábios e a fala, o comportamento dos olhos, as sombras e a iluminação. Mudanças bruscas, distorções no rosto ou no corpo e alterações nas formas dos objetos também podem indicar edição.
Outro cuidado é procurar a origem do conteúdo. Uma imagem ou vídeo recebido pelas redes sociais não deve ser considerado verdadeiro apenas porque apresenta uma pessoa conhecida ou parece ter boa qualidade.
E os áudios?
A voz também não deve ser considerada uma prova de autenticidade. Segundo o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), ferramentas de edição podem produzir áudios que imitam vozes e apresentam falas completas.
Estalos, ruídos de fundo, cortes, distorções e uma entonação pouco natural podem ser sinais de edição. O órgão também recomenda pesquisar o nome da pessoa e trechos da fala para verificar se existem informações que confirmem ou desmintam o conteúdo.
Como evitar cair no golpe?
A principal recomendação é não tomar decisões financeiras nem compartilhar informações pessoais apenas com base em um áudio, vídeo ou imagem recebido pela internet.
Se uma pessoa conhecida enviar uma mensagem pedindo dinheiro, entre em contato por outro canal já conhecido para confirmar a solicitação. O CERT.br também recomenda combinar previamente uma senha ou palavra de confirmação com pessoas próximas para situações desse tipo.
Também é importante ficar atento a outros sinais comuns de fraude, como mensagens com senso de urgência, ameaças de bloqueio de contas, pedidos de senhas ou códigos de segurança e links desconhecidos.


