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Bipolaridade: Diagnóstico pode levar até 10 anos especialistas alertam para sinais ignorados

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Apesar de muitas vezes ser associada apenas a grandes mudanças bruscas de humor, a bipolaridade é um transtorno mental bastante complexo que ainda segue enfrentando muita desinformação e preconceito. Segundo os dados publicados na plataforma científica PubMed, eles  apontam que o diagnóstico dessa condição pode demorar até dez anos, um longo período em que muitos pacientes acabam recebendo tratamentos inadequados e até muitas vezes são diagnosticados como depressivos.

Segundo a psicóloga Fabiane Veimrober, essa dificuldade na identificação dos episódios de mania e hipomania está entre os fatores que mais contribuem para o atraso no diagnóstico. Ela contou que o preconceito em buscar ajuda psiquiátrica e a falta de uma investigação detalhada sobre o histórico familiar do paciente também dificultam o reconhecimento precoce da doença.

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Fabiane destaca que o acompanhamento psicológico contínuo é necessário e fundamental para ajudar esse paciente a compreender os sinais que o transtorno apresenta, além de poder  identificar as alterações comportamentais antes de vir as crises mais fortes. A psicoterapia também visa atuar na psicoeducação e no desenvolvimento de novas estratégias para manter a estabilidade emocional e a qualidade de vida do paciente.

Além de ser um suporte terapêutico, o tratamento psiquiátrico adequado é considerado indispensável. Como a bipolaridade tem uma base biológica, o uso correto da medicação é necessário para auxiliar no equilíbrio químico cerebral. Fabiane alertou, que no entanto, esses tratamentos inadequados ou medicamentos prescritos de forma incorreta podem acabar agravando os sintomas.

Sinais de alerta da mania e hipomania

  • Redução da necessidade de sono;
    • Aumento excessivo de energia;
    • Autoestima elevada;
    • Comportamentos impulsivos;
    • Compras compulsivas;
    • Mudanças bruscas de rotina.

Na hipomania, esses sintomas podem aparecer de forma mais leve e até mesmo menos intensa.

Os especialistas reforçam que, apesar de não ter uma cura, a bipolaridade pode ser controlada com um tratamento adequado, e acompanhamento multidisciplinar além de um diagnóstico precoce.

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