Ciência e Saúde

Anvisa determina apreensão de medicamento falsificado para câncer de mama

Publicado em 22/09/2026 às 12:10

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de um lote falsificado do medicamento Phesgo, que é utilizado no tratamento de câncer de mama. Essa medida foi publicada na última segunda-feira (21) e também envolve três lotes falsificados da toxina botulínica Dysport.

Além das apreensões, a agência suspendeu propagandas consideradas irregulares de medicamentos manipulados e proibiu a divulgação e comercialização de produtos à base de cannabis que não possuem autorização sanitária.

Phesgo falsificado

A medida relacionada ao Phesgo foi adotada após a fabricante Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos comunicar à Anvisa a identificação de unidades com características diferentes das apresentadas pelo medicamento original.

A determinação vale especificamente para o lote B5011B05, que foi fabricado em junho de 2025.

De acordo com a Anvisa, o produto falsificado não deve ser utilizado, comercializado, armazenado, importado ou exportado. Por conta disso, pacientes e profissionais de saúde precisam conferir a identificação do lote antes da utilização do medicamento.

A recomendação é que qualquer produto com suspeita de falsificação seja comunicado às autoridades sanitárias.

Foto: Reprodução/ Internet

Dysport também teve lotes falsificados

Outro medicamento atingido pelas medidas da Anvisa foi o Dysport, que contém toxina botulínica tipo A e é utilizado tanto em tratamentos terapêuticos quanto em procedimentos estéticos.

A fabricante Beaufour Ipsen Farmacêutica informou que não reconhece três lotes encontrados no mercado. São eles:

  • P08191 – validade até abril de 2029;
  • P08192 – validade até maio de 2029;
  • P22368 – validade até fevereiro de 2029.

A Anvisa determinou a apreensão dos produtos e proibiu a venda, distribuição e utilização dos lotes falsificados.

Estabelecimentos de saúde e consumidores que identificarem alguma dessas numerações não devem utilizar o produto e precisam comunicar a suspeita aos órgãos de vigilância sanitária.

Propagandas de medicamentos manipulados

As medidas divulgadas pela Anvisa também atingiram anúncios de medicamentos manipulados publicados na internet.

A agência suspendeu propagandas de produtos comercializados pela Queen Pharma Aesthetic. Entre os itens anunciados estavam formulações relacionadas a emagrecimento, redução de gordura localizada, cuidados capilares, tratamento de melasma e outros procedimentos estéticos.

Também foi suspensa a propaganda de medicamentos manipulados comercializados pela Farmácia Malheiro em seu site.

A Anvisa reforça que medicamentos manipulados seguem regras sanitárias específicas e não podem ser anunciados ou comercializados de maneira irregular.

Produtos à base de cannabis

A agência também proibiu a divulgação e a venda de produtos à base de cannabis anunciados por uma empresa em site e redes sociais.

De acordo com a Anvisa, os produtos não possuem registro ou autorização sanitária para serem comercializados no Brasil.

Como o consumidor pode se proteger?

A falsificação de medicamentos pode representar riscos à saúde, já que o produto pode não conter o princípio ativo esperado, apresentar quantidade diferente da indicada ou até conter substâncias desconhecidas.

Por isso, antes de comprar um medicamento, é importante verificar se o produto possui autorização da Anvisa e observar informações como nome, fabricante, embalagem e lote.

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Em caso de suspeita, o consumidor deve evitar o uso do produto e procurar os canais oficiais da vigilância sanitária para fazer a denúncia.

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