Ciência e Saúde

Câncer de pulmão: 8 em cada 10 casos são diagnosticados tardiamente

Foto: Reprodução/ Freepik
Publicado em 23/08/2026 às 11:20

Oito em cada dez pacientes com câncer de pulmão só recebem o diagnóstico quando a doença já está avançada. É o que aponta uma análise da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) com dados do SUS. Entre 2020 e 2025, 87% dos registros estavam nos estágios 3 e 4.

O cenário preocupa porque o câncer de pulmão é o que mais mata no país, com aproximadamente 31 mil mortes por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

A doença pode permanecer silenciosa durante boa parte da evolução. Tosse persistente, falta de ar, cansaço e perda de peso costumam aparecer mais tarde e também podem ser confundidos com outros problemas respiratórios.

Tabagismo é principal fator de risco

  • O cigarro é o principal fator de risco para o câncer de pulmão;
  • Segundo o Inca, fumantes têm até 30 vezes mais risco de morrer pela doença do que quem nunca fumou;
  • O risco está relacionado ao tempo e à quantidade de cigarros consumidos ao longo da vida.

Hoje, o SUS não possui um programa de rastreamento específico para a doença. A tomografia computadorizada de baixa dose pode ajudar a identificar tumores antes do surgimento dos sintomas em pessoas com maior risco.

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O Inca iniciou uma pesquisa para avaliar a implantação desse rastreamento na rede pública. A expectativa é entender como garantir não apenas o exame, mas também o diagnóstico e o tratamento dos pacientes identificados.

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