Com 144 anestesiologistas e cerca de 80 mil procedimentos por ano, instituição comemora trajetória em evento no dia 1º de outubro
A Clínica de Anestesia de Salvador (CAS) completa 60 anos de atuação e se consolida como uma das organizações médicas mais longevas da Bahia. Atualmente, conta com 144 anestesiologistas e 38 colaboradores, atua em seis hospitais parceiros e participa de cerca de 80 mil procedimentos anestésicos por ano.
A trajetória da instituição inclui ainda um marco alcançado em 2022, quando se tornou o primeiro serviço de anestesia das regiões Norte e Nordeste do Brasil a conquistar a acreditação internacional QMentum.
Para comemorar as seis décadas de atuação, a CAS realizará um encontro institucional no dia 1º de outubro, às 19h30, na sede da Associação Baiana de Medicina (ABM). O evento será restrito a convidados e reunirá representantes de instituições de saúde e entidades médicas da Bahia. Um dos destaques da programação será a palestra “A longevidade do legado”, ministrada pelo professor Zeca de Mello.

Para o presidente da CAS, o anestesiologista Amadeu Martinez, completar 60 anos representa o reconhecimento de uma história construída de forma coletiva, mas também a necessidade de pensar nos próximos desafios.
“Uma instituição só atravessa seis décadas quando consegue preservar aquilo que é essencial e, ao mesmo tempo, compreender que precisa se transformar. A CAS chegou até aqui mantendo como prioridades a segurança do paciente, a qualidade da assistência, a valorização dos anestesiologistas, a parceria com os hospitais e a defesa da especialidade”, afirma.
Segurança como princípio
A história da Clínica começou em setembro de 1966, com a união de 19 anestesiologistas dos hospitais Espanhol e Português. A iniciativa tinha como objetivo organizar melhor o trabalho, criar condições para um crescimento sustentável e aprimorar a assistência oferecida aos pacientes.
Desde o início, a atuação da CAS foi baseada em três pilares: organização do trabalho, segurança do paciente e qualidade assistencial.
Expansão da atuação
- 1988: início da atuação no Hospital Santo Amaro.
- 1990: chegada ao Hospital Aliança.
- 2006: atuação passa a incluir o Hospital da Bahia.
- 2010: início das atividades no Hospital Teresa de Lisieux.
- 2026: o Hospital Blanc Salvador passa a integrar a trajetória da organização.
“Crescer nunca foi um fim em si mesmo. A nossa preocupação sempre foi evoluir com responsabilidade, incorporando conhecimento, tecnologia e processos capazes de aumentar a segurança do paciente. A anestesiologia mudou profundamente nessas seis décadas, e a CAS procurou acompanhar essa evolução”, destaca Martinez.
Qualidade e formação
A busca pela padronização e pela qualidade na assistência ganhou reconhecimento internacional em 2022, com a conquista da certificação QMentum. Três anos depois, a CAS também se tornou pioneira ao conquistar a recertificação.
A instituição ampliou ainda sua atuação em educação continuada e produção científica. Em 2023, criou o Programa de Residência em Anestesiologia no Hospital Português. Já em 2024, implantou o Programa de Compliance.

Em 2025, profissionais da CAS lançaram o livro “Excelência em Anestesiologia: Guia Prático para Acreditação e Qualidade na Assistência a partir da Experiência da Clínica de Anestesia de Salvador”, que reúne conhecimentos e práticas desenvolvidos ao longo da trajetória da organização.
Legado para novas gerações
Nos últimos anos, a CAS também fortaleceu sua estrutura de governança por meio da reestruturação das diretorias, capacitação dos sócios em gestão empresarial, desenvolvimento de parcerias estratégicas, incentivo à produção científica e implantação de indicadores voltados à qualidade, comunicação, relacionamento e gestão de pessoas.
Para Amadeu Martinez, os 60 anos devem representar não apenas uma celebração do que já foi construído, mas também um compromisso com a continuidade desse trabalho.
“Celebrar 60 anos é reconhecer os profissionais que construíram essa história e entender a responsabilidade que temos com as próximas gerações. O verdadeiro legado não está apenas no que fizemos até aqui, mas na capacidade de deixar uma instituição sólida, preparada para continuar avançando e contribuindo para uma assistência cada vez mais segura e qualificada”, conclui.

