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Quem tem pressão alta pode tomar água com gás? Cardiologista responde

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água com gás costuma dividir opiniões. Para algumas pessoas, ela é uma aliada para beber mais líquidos. Para outras, desperta desconfiança, especialmente entre quem já ouviu que “bebida com gás faz mal para o coração”.

Nas redes sociais, vídeos alarmistas costumam misturar conceitos e gerar confusão. Mas será que a água com gás realmente aumenta a pressão arterial?

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A resposta passa por entender o que, de fato, influencia a pressão ao longo do tempo e o que provoca apenas reações momentâneas do organismo.

Por isso, separamos informações do cardiologista Sérgio Francisco, do perfil Café com Cardio. Vem ler a reportagem para entender!

O que existe por trás do gás das bebidas

O gás presente tanto na água com gás quanto nos refrigerantes é o dióxido de carbono, conhecido como CO₂. Ele é responsável pelas bolhas e pela sensação característica na boca e no estômago.

Esse efeito sensorial faz muita gente associar automaticamente qualquer bebida gaseificada a algo potencialmente prejudicial à saúde cardiovascular.

No entanto, o impacto de uma bebida sobre a pressão arterial não depende apenas do gás. Açúcares, adoçantes, sódio, cafeína e outros compostos presentes nos refrigerantes têm papel muito mais relevante quando o assunto é risco cardiovascular no longo prazo.

O que a ciência já mostrou sobre bebidas com gás

Estudos que observaram aumento de pressão arterial ao longo do tempo analisaram principalmente o consumo frequente de refrigerantes, tanto os tradicionais quanto os chamados “zero”.

Nessas bebidas, o problema não é o gás isoladamente, mas o conjunto de substâncias que fazem parte da fórmula. O cardiologista Sérgio Francisco explica esse ponto:

“Todos os estudos que mostraram que bebidas carbonatadas podem aumentar a pressão no longo prazo são referentes a refrigerante, com açúcar ou sem açúcar.”

Ou seja, o risco observado nos estudos não pode ser automaticamente transferido para a água com gás, que não contém açúcar, adoçantes artificiais nem outros compostos presentes nos refrigerantes.

Água com gás aumenta a pressão?

A resposta curta é: não de forma sustentada.

A água com gás pode provocar uma elevação transitória da pressão arterial logo após o consumo, mas isso faz parte de uma resposta fisiológica normal do organismo, semelhante ao que acontece ao longo do dia com estímulos como caminhar, subir escadas ou se levantar rapidamente.

Essa elevação momentânea não representa risco para quem tem hipertensão controlada e não está associada a danos cardiovasculares cumulativos.

O que significa aumento “transitório” da pressão

Quando se fala em aumento transitório, trata-se de uma variação passageira, que dura poucos minutos e se normaliza sozinha. O corpo humano ajusta a pressão arterial constantemente para lidar com estímulos do ambiente e do próprio metabolismo.

Isso é diferente do aumento crônico da pressão, que ocorre quando há fatores persistentes atuando sobre o sistema cardiovascular, como dieta rica em sódio, excesso de açúcar, sedentarismo, obesidade e estresse constante.

Quem tem pressão alta pode consumir água com gás?

Para a maioria das pessoas com hipertensão, especialmente aquelas em acompanhamento médico e com pressão controlada, a água com gás pode fazer parte da rotina sem problemas.

Ela hidrata da mesma forma que a água sem gás e, para alguns, facilita o consumo adequado de líquidos ao longo do dia.

O cuidado maior deve estar em não confundir água com gás com outras bebidas gaseificadas industrializadas, que frequentemente contêm sódio em excesso, açúcar ou adoçantes artificiais.

Atenção aos rótulos

Algumas águas com gás adicionam sódio à composição para realçar o sabor. Embora geralmente as quantidades sejam pequenas, pessoas com restrição rigorosa de sódio devem conferir o rótulo e optar por versões com baixo teor desse mineral.

Em resumo

A água com gás não aumenta a pressão arterial de forma sustentada e não está associada ao desenvolvimento de hipertensão.

O alerta que existe na literatura científica se refere principalmente aos refrigerantes, independentemente de terem açúcar ou não.

Para quem tem pressão alta, o mais importante continua sendo manter uma alimentação equilibrada, reduzir o consumo de ultraprocessados e seguir a orientação médica.

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