Ciência e Saúde

Saúde: Brasil deve adquirir até 20 mil doses de vacina contra mpox

Publicado em 06/11/2026 às 10:30

Mpox: conheça os sintomas, formas de transmissão e quem pode se vacinar

 

O Ministério da Saúde anunciou que vai adquirir em torno de 20 mil doses da vacina contra a mpox (uma doença viral conhecida anteriormente como varíola dos macacos) visando reforçar o estoque do imunizante no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Saiba mais sobre a doença

A mpox é uma infecção causada por vírus, anteriormente conhecida popularmente como varíola dos macacos. Essa doença pode provocar manifestações na pele, além de trazer sintomas gerais, como febre e dores no corpo. Embora a maioria dos pacientes apresente quadros leves ou moderados, essa infecção exige atenção, principalmente entre pessoas com maior risco de complicações.

Conheça os principais sintomas

Os sinais da doença geralmente permanecem por duas a quatro semanas. Entre as manifestações mais comuns estão:

  • Erupções e lesões na pele;
  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares;
  • Calafrios;
  • Cansaço e fraqueza.

As lesões podem aparecer inicialmente como manchas, evoluir para bolhas e, posteriormente, formar crostas. Além disso, elas podem atingir diferentes partes do corpo, incluindo rosto, mãos, pés, boca e região genital.

 

Foto: Reprodução/ Magnific

Você sabe como ocorre a transmissão?

O contágio acontece principalmente através do contato próximo com pessoas infectadas. As principais formas de transmissão incluem:

  • Contato direto com feridas, lesões ou erupções cutâneas;
  • Exposição a fluidos corporais, como sangue e secreções das lesões;
  • Compartilhamento de roupas, toalhas, lençóis e outros objetos contaminados;
  • Contato próximo e prolongado com secreções respiratórias de pessoas infectadas.

Saiba quem pode receber a vacina

A vacinação contra mpox no Brasil é direcionada prioritariamente a grupos com maior risco de desenvolver complicações.

Entre os públicos contemplados estão:

  • Pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de CD4 inferior a 100 células/mm³;
  • Pessoas com HIV/aids e CD4 abaixo de 200 células/mm³, quando houver doses disponíveis;
  • Usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), conforme disponibilidade de doses;
  • Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com amostras do vírus.

O esquema de imunização é composto por duas doses, que são aplicadas com intervalo de 28 dias. Pessoas que fazem parte dos grupos prioritários devem procurar os serviços de referência para verificar a disponibilidade e o agendamento.

Vacinação após contato com o vírus

Pessoas que tiveram contato próximo com casos suspeitos ou confirmados também podem ser avaliadas para vacinação pós-exposição.

A recomendação é que a imunização aconteça, preferencialmente, nos primeiros quatro dias após o contato. A aplicação pode ser considerada em até 14 dias, embora a proteção contra a infecção seja menor quando realizada mais tardiamente.

O que fazer em caso de suspeita?

Para quem apresentar sintomas compatíveis, especialmente lesões ou erupções na pele, deve procurar uma unidade de saúde para avaliação.

Durante o atendimento, os profissionais de saúde vão poder investigar o histórico de exposição, solicitar exames e orientar sobre os cuidados necessários para evitar a transmissão.

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As pessoas que tiveram contato com alguém infectado também devem buscar orientação médica para avaliar o risco e a necessidade de medidas preventivas.

 

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