Ciência e Saúde

SUS terá canetas para tratamento da obesidade; saiba como vai funcionar

Foto: Reprodução; Fernando Frazão/Agência Brasil
Publicado em 18/09/2026 às 13:40

O Sistema Único de Saúde (SUS) deverá oferecer medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, para o tratamento de pacientes com obesidade.

Essa medida está sendo estruturada pelo Ministério da Saúde, que pretende definir um protocolo clínico para estabelecer quais pacientes poderão receber os medicamentos e como será feito o acompanhamento médico.

Confira quem poderá receber

  • A oferta não será liberada de forma geral para todas as pessoas com obesidade. O Ministério da Saúde ainda está estudando os critérios para definir o acesso aos medicamentos dentro da rede pública.

Um dos estudos em andamento acompanha pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre.

  • No total, cerca de 250 pacientes do SUS serão acompanhados para avaliar os efeitos do tratamento e entender como a utilização da semaglutida pode ser aplicada na rede pública.

Estudo também avalia cirurgia bariátrica

Entre os pacientes acompanhados estão pessoas que aguardam pela cirurgia bariátrica.

Foto: Reprodução/ Cristian Camilo/Divulgação

A ideia é analisar se o tratamento com semaglutida pode ajudar no controle da obesidade e, em alguns casos, modificar a necessidade ou o momento da realização da cirurgia.

O estudo também vai avaliar outros possíveis impactos do tratamento na saúde dos pacientes e os custos para o sistema público.

Quando as canetas começam a ser distribuídas?

Apesar do anúncio do Ministério da Saúde, a oferta em todo o SUS ainda depende da definição das regras e do protocolo de atendimento.

Atualmente, a pasta conduz estudos sobre o uso dos medicamentos e trabalha na ampliação da produção e da concorrência no mercado. Em julho, a Anvisa já havia registrado novos medicamentos à base de semaglutida.

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A expectativa é que os resultados dos estudos ajudem a definir como o tratamento poderá ser incorporado à rede pública.

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