Empregos

Bahia lidera Norte-Nordeste em empresas, empregos e receita no setor de serviços

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Publicado em 28/08/2026 às 12:00

Estado tinha 64,7 mil empresas e quase 646 mil trabalhadores no segmento em 2024, com receita de R$ 111,2 bilhões

A Bahia terminou 2024 na liderança do Norte-Nordeste em três dos principais indicadores do setor de serviços: número de empresas, quantidade de pessoas ocupadas e receita bruta. Ao todo, o estado tinha 64.749 empresas formais de serviços não financeiros, que empregavam 645.999 pessoas e movimentaram R$ 111,228 bilhões em receita.

Os dados são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento mostra que, em 31 de dezembro de 2024, as empresas baianas representavam 3,4% das 1.919.365 empresas de serviços não financeiros em atividade no país. No Nordeste, a Bahia respondia por 28,5% das 227.470 empresas do segmento.

O estado ocupava a sétima posição no ranking nacional e a primeira entre as unidades da Federação do Norte e Nordeste. São Paulo liderava o país, com 697.625 empresas, seguido por Minas Gerais, com 203.808, e Rio de Janeiro, com 155.728.

Quase 646 mil pessoas ocupadas

O protagonismo baiano também aparece no mercado de trabalho. As empresas de serviços empregavam 645.999 pessoas no estado em 2024, número que também colocava a Bahia na sétima posição nacional.

O contingente correspondia a 4,1% dos 15,864 milhões de trabalhadores empregados pelo setor em todo o país.

Dentro do Nordeste, a participação era ainda maior: os trabalhadores das empresas baianas representavam 26,5% dos 2,436 milhões de pessoas ocupadas pelo setor na região.

Receita supera R$ 111 bilhões

A força do segmento também se reflete no dinheiro movimentado. A receita bruta das empresas de serviços na Bahia alcançou R$ 111,228 bilhões em 2024.

O valor equivalia a 2,9% dos R$ 3,881 trilhões registrados pelo setor no Brasil e a 29% dos R$ 383,385 bilhões movimentados no Nordeste.

Mais uma vez, a Bahia ficou em sétimo lugar no ranking nacional. São Paulo liderou, com R$ 1,657 trilhão, seguido pelo Rio de Janeiro, com R$ 384,437 bilhões, e Minas Gerais, com R$ 324,352 bilhões.

Quem emprega mais

Dentro do estado, porém, os diferentes segmentos de serviços têm pesos distintos.

Os serviços profissionais, administrativos e complementares concentraram o maior número de empresas e trabalhadores. Eram 23.882 empresas, responsáveis por empregar 293.756 pessoas.

O segmento representava 36,9% das unidades locais e 45,5% dos trabalhadores do setor empresarial formal de serviços na Bahia. A categoria reúne diversas atividades profissionais, administrativas e complementares prestadas para empresas e outros clientes.

Em segundo lugar apareciam os serviços prestados principalmente às famílias, com 19.323 empresas e 139.846 trabalhadores.

Dentro desse grupo, as atividades de alojamento e alimentação se destacavam, com 10.881 empresas e 100.172 pessoas ocupadas.

Transportes lideram em faturamento

Quando o critério muda de emprego para receita, os transportes assumem a liderança.

O segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio gerou R$ 36,231 bilhões em receita bruta na Bahia em 2024. O valor correspondia a 32,6% de toda a receita do setor de serviços no estado.

O segmento tinha o terceiro maior número de empresas e trabalhadores entre as atividades pesquisadas, mas foi o que mais movimentou dinheiro.

Dentro dele, o transporte rodoviário foi responsável pela maior parcela da receita, com R$ 21,780 bilhões.

Logo atrás vieram os serviços profissionais, administrativos e complementares, com R$ 35,890 bilhões, equivalentes a 32,3% da receita bruta estadual.

Juntos, os dois segmentos responderam por quase dois terços de toda a receita gerada pelo setor de serviços na Bahia em 2024.

Os números mostram, portanto, duas características distintas da economia de serviços baiana: enquanto as atividades profissionais e administrativas concentram empresas e trabalhadores, os transportes lideram na geração de receita.

Um novo retrato do setor

O IBGE faz, no entanto, uma ressalva para quem pretende comparar os resultados de 2024 com levantamentos anteriores.

Segundo o instituto, houve uma “quebra de série” na pesquisa a partir de 2024. A mudança está relacionada a alterações no indicador de atividade das empresas na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e à adoção de um novo critério para identificar as unidades ativas.

Por isso, o IBGE informa que não há comparações com os anos anteriores.

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Os números de 2024 devem ser lidos, portanto, como um novo retrato do setor formal de serviços não financeiros na Bahia, sem que seja possível estabelecer uma evolução direta em relação às edições anteriores da pesquisa.

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