Mundial começa em 24 de junho, terá oito cidades-sede e pode movimentar aproximadamente R$ 8,8 bilhões na economia brasileira (Foto: Fifa/ Divulgação).
Faltam exatamente 250 dias para a Copa do Mundo Feminina de 2027. O torneio começa em 24 de junho e termina em 25 de julho, no Brasil, que receberá pela primeira vez uma edição do Mundial feminino. Ao todo, oito cidades serão sedes: Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
A Seleção Brasileira fará os três jogos da primeira fase no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília. Além disso, já conhece os possíveis caminhos no mata-mata, conforme a posição no Grupo A. O Maracanã receberá a abertura e a final do Mundial, que terá 64 partidas. Confira as possibilidades abaixo:
O caminho do Brasil até a final
A estreia brasileira será em 24 de junho, no Maracanã, contra um adversário ainda a definir – o sorteio dos grupos será realizado no dia 11 de dezembro, no Rio de Janeiro. Por enquanto, 18 das 32 seleções estão classificadas, sendo que 14 vagas ainda estão em disputa.

Se terminar em primeiro lugar no Grupo A, o Brasil terá este caminho:
- Oitavas de final — 10 de julho: Arena Castelão, em Fortaleza.
- Quartas de final — 16 de julho: Mineirão, em Belo Horizonte.
- Semifinal — 20 de julho: Arena Itaquera, em São Paulo.
- Final — 25 de julho: Maracanã, no Rio de Janeiro.
Se terminar em segundo lugar no Grupo A, o roteiro será diferente:
- Oitavas de final — 11 de julho: Mineirão, em Belo Horizonte.
- Quartas de final — 17 de julho: Arena Castelão, em Fortaleza.
- Semifinal — 21 de julho: Maracanã, no Rio de Janeiro.
- Final — 25 de julho: Maracanã, no Rio de Janeiro.
Assim, a Seleção poderá passar por quatro cidades diferentes no mata-mata caso termine em primeiro lugar. Se ficar em segundo, disputará a semifinal no Rio de Janeiro, antes de uma eventual decisão no mesmo estádio. No entanto, o caminho depende dos resultados e dos cruzamentos definidos pela tabela.
A trajetória do Brasil nas Copas do Mundo Femininas
A edição de 2027 será a décima da história do torneio. Desde a estreia, em 1991, a Seleção Brasileira participou de todas as edições, mas ainda busca o título inédito. A melhor campanha ocorreu em 2007, quando a equipe terminou como vice-campeã, perdendo a final para a Alemanha.
- 1991 — China: eliminada na fase de grupos.
- 1995 — Suécia: eliminada na fase de grupos.
- 1999 — Estados Unidos: terceiro lugar.
- 2003 — Estados Unidos: eliminada nas quartas de final.
- 2007 — China: vice-campeã mundial.
- 2011 — Alemanha: eliminada nas quartas de final.
- 2015 — Canadá: eliminada nas oitavas de final.
- 2019 — França: eliminada nas oitavas de final.
- 2023 — Austrália e Nova Zelândia: eliminada na fase de grupos.

Dessa forma, jogar em casa representa uma nova oportunidade para o Brasil buscar a primeira conquista. Além do desempenho esportivo, o torneio tem como meta ampliar a visibilidade da modalidade e fortalecer o futebol feminino no país.
Para isso, a CBF e a Conmebol confirmaram a paralisação dos campeonatos durante a Copa Feminina, destacando o torneio como o principal do futebol mundial durante sua realização. Em conformidade com as exigências da FIFA, os estádios cedidos à Copa do Mundo não poderão ser utilizados em outras competições, dessa forma, ficando 100% à disposição das mulheres.
Interesse do público e recorde de voluntários
A organização também registra números expressivos antes do início da competição. A FIFA informou que 161 mil pessoas de 183 países se inscreveram para o programa de voluntariado, mais que o dobro do recorde anterior, registrado em 2023. Do total de inscrições, 83% vieram do Brasil, o que demonstra o envolvimento do público local. A entidade precisará de mais de 6 mil voluntários para apoiar as operações nas oito cidades-sede.
O interesse antecipado também inclui a procura por ingressos. Mais de 800 mil pessoas demonstraram vontade em comprar entradas no site oficial da entidade, o que reforça a expectativa de grande público para a primeira Copa Feminina realizada na América do Sul. Os bilhetes, inclusive, terão meia entrada, veja valores aqui. Além disso, a expectativa é superar os dois milhões de ingressos vendidos na edição anterior, na Austrália e Nova Zelândia.
Projeção financeira e impacto econômico
A FIFA prevê um investimento de US$ 800 milhões na Copa do Mundo Feminina de 2027. O torneio é o principal evento da entidade no calendário de 2027 e integra um ciclo orçamentário que prevê receitas de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6,1 bilhões). Por isso, a entidade trabalha com a meta de alcançar US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5 bilhões) em receitas com a Copa do Mundo Feminina, refletindo o crescimento comercial da modalidade.
No Brasil, o impacto econômico também deve ser significativo. Um estudo da FGV Projetos, encomendado pela Embratur, estima que a competição movimentará R$ 8,8 bilhões na economia brasileira. O levantamento projeta ainda R$ 3,8 bilhões adicionais no Produto Interno Bruto (PIB) e a criação de 73,7 mil postos de trabalho diretos e indiretos. A arrecadação tributária pode chegar a R$ 928 milhões.

Com oito cidades envolvidas, a Copa deve movimentar setores como turismo, hotelaria, transporte, alimentação e serviços. Além disso, a realização do Mundial abre espaço para investimentos em infraestrutura e ações de promoção do futebol feminino e combate ao machismo em setores de trabalho onde mulheres são minoria, como no transporte público. A expectativa é que a competição deixe um legado esportivo e estrutural para além de julho de 2027.


