Se a cerimônia de abertura já tinha deixado o Estádio Azteca em ponto de bala, a bola rolando transformou o caldeirão na Cidade do México em uma verdadeira festa. Diante de mais de 80 mil torcedores empurrando a seleção da casa na tarde desta quinta-feira (11), o México não quis saber de repetir o roteiro amargo de 2010 e venceu a África do Sul na partida inaugural da Copa do Mundo de 2026.
Para o técnico Javier Aguirre, a vitória teve um sabor especial de superação. Há 16 anos, ele também comandava a seleção mexicana na abertura do Mundial contra os sul-africanos, mas viu o jogo terminar em um empate tenso por 1 a 1. Desta vez, empurrado por uma atmosfera eletrizante, o time asteca conseguiu se impor fisicamente e garantiu os primeiros três pontos no Grupo A.
O confronto começou amarrado, com os “Bafana Bafana” tentando esfriar o jogo e explorando a velocidade nos contra-ataques, estratégia que assustou a defesa mexicana em duas ocasiões no primeiro tempo. Porém, a força da torcida fez a diferença. Com uma marcação alta e muita pressão pelas alas, o México tomou o controle das ações.
Os gols que selaram a vitória construíram a festa nas arquibancadas, fazendo o icônico estádio tremer. A África do Sul até tentou reagir na base do abafa nos minutos finais, mas esbarrou em uma sólida atuação do sistema defensivo mexicano, que soube sofrer e segurar o resultado até o apito final do brasileiro Wilton Pereira Sampaio.
Com o triunfo na bagagem, os donos da casa largam na frente em um grupo que promete ser equilibrado. Mais do que os três pontos, o México tira das costas o peso da estreia e joga a pressão para os rivais. A caminhada rumo ao sonho do título inédito começou com o pé direito, sob a benção de um Azteca que pulsou do primeiro ao último minuto.

