A situação de Rogério Ceni no comando do Bahia atingiu um novo nível de tensão após a derrota de virada para o Cruzeiro, por 2 a 1, na Arena Fonte Nova. Sob gritos de “Adeus, Ceni” e protestos intensos das arquibancadas, o treinador vê sua permanência questionada diante de uma sequência negativa de cinco partidas sem vencer.
O revés para o clube mineiro acentuou o descontentamento da torcida, que já vinha cobrando resultados desde a eliminação precoce na Libertadores e o desempenho instável no Brasileirão. Além do jejum de vitórias, o Tricolor enfrenta um cenário crítico na Copa do Brasil: precisa reverter uma desvantagem de dois gols contra o Remo, na próxima quarta-feira (13), para seguir na competição.
Em entrevista após o jogo, Ceni reconheceu a queda de rendimento técnico e emocional do elenco. Apesar de admitir a frustração dos torcedores, o técnico afirmou que sua continuidade é uma decisão da diretoria, enquanto ele busca alternativas para “mudar a chave” e resgatar a confiança do grupo para o decisivo duelo em Belém.

