sábado | 20.06 | 12:41 PM

domingo | 31.08 | 09:06 AM

Ufa, o Brasil desencantou! Com brilho de Matheus Cunha, Seleção bate o Haiti e assume liderança do grupo

0Comentário(s)

Demorou, mas a engrenagem da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 finalmente começou a girar como o torcedor queria. Na noite desta sexta-feira (19), em uma Filadélfia pulsante com mais de 68 mil pessoas, o Brasil deixou para trás o futebol amarrado da estreia e bateu o Haiti por 3 a 0, garantindo a sua primeira vitória no torneio e, de quebra, a liderança provisória do Grupo C pelo saldo de gols.

Se antes do apito inicial havia uma pitada de desconfiança após o empate com Marrocos, o técnico Carlo Ancelotti tratou de mexer as peças certas. A grande aposta da noite atendeu pelo nome de Matheus Cunha. O atacante, que ganhou a vaga de titular, justificou a confiança do comandante italiano e foi o grande nome da partida, balançando as redes duas vezes.

Publicidade

Primeiro tempo avassalador resolve a parada

O Haiti entrou em campo com uma estratégia clara: uma linha defensiva quase intransponível de nove jogadores tentando sufocar o talento brasileiro. Nos primeiros minutos, o plano funcionou, e o Brasil chegou a assustar o torcedor com dois gols impedidos de Raphinha. Mas futebol também é feito de oportunismo e um pouquinho de sorte.

Aos 22 minutos, Vinícius Júnior bateu cruzado, a zaga tentou afastar e a bola explodiu no peito de Matheus Cunha antes de morrer, meio chorosa, no fundo do gol. Era o gol do alívio. No banco, a união do grupo ficou evidente quando Igor Thiago, que havia perdido a titularidade para Cunha, correu para ser o primeiro a abraçar o companheiro.

A partir daí, a porteira abriu. Dez minutos depois, Paquetá recuperou uma bola na intermediária e serviu Vinícius Júnior, que com a visão de jogo habitual achou Matheus Cunha livre para soltar a bomba: 2 a 0. E ainda teve tempo para o próprio Vini Jr. deixar o dele nos acréscimos, em uma arrancada com a sua assinatura, vencendo o goleiro Placide e celebrando com chave de ouro o jogo número 500 da sua carreira profissional.

Nem tudo foi festa: a preocupação com Raphinha

A única nota triste da noite vibrante nos Estados Unidos foi a saída de Raphinha. Ainda na primeira etapa, o atacante sentiu dores musculares e desabou no gramado, inconsolável. O choro do jogador comoveu os companheiros — até o goleiro Alisson cruzou o campo para dar um abraço de apoio no amigo, que acabou substituído pelo jovem Rayan.

Segundo tempo burocrático e os pedidos da torcida

Com o placar elástico construído antes do intervalo, o Brasil tirou o pé do acelerador no segundo tempo. A Seleção chegou a levar um susto em uma cabeçada haitiana salva por Danilo em cima da linha, mas controlou o ritmo.

O grande momento da etapa final acabou sendo o clamor das arquibancadas, que pediram em coro a entrada de Endrick. Ancelotti atendeu, e o garoto entrou ovacionado. Ele chegou a balançar as redes após um passe de Rayan, mas a arbitragem assinalou impedimento, frustrando o grito de gol da torcida. Logo antes, Gabriel Martinelli também carimbou o travessão após um lindo passe de calcanhar de Vini Jr.

O que vem por aí

A vitória por 3 a 0 não apenas dá paz para o ambiente da Seleção, mas quebra um tabu incômodo: após oito partidas consecutivas sendo vazado, o Brasil finalmente terminou um jogo sem sofrer gols.

Com quatro pontos, a Seleção agora decide seu destino na próxima quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), contra a Escócia. Jogando pelo empate para avançar de fase, o Brasil vai em busca de consolidar o bom futebol e carimbar a vaga nas oitavas de final.

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *