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A história do Campo da Pólvora

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O Campo da Pólvora localiza-se na área onde encontram-se o Fórum Rui Brabosa e a Estação Metrô CCR, no centro de Salvador. No local, funcionou a Casa da Pólvora, que foi construída por Belchior Gonçalves, Francisco Gomes e Francisco Verdêlho, sob a orientação de Luiz Dias, arquiteto militar português, que projetou a cidade de Salvador.

Inicialmente, a Casa da Pólvora funcionava na Cidade Baixa, nas imediações do bairro da Ribeira. Depois, transfere-se para as proximidades das Portas de São Bento, e de lá passou, passou a funcionar no Campo do Desterro.

E foi “percorrendo” diversas áreas da nossa cidade: próximo da Câmara dos Vereadores (antiga cadeia pública da cidade), próximo da Fortaleza de São Pedro (onde encontramos um Quartel da Polícia Militar, no Campo Grande), até chegar no local atual, que ganhou o nome de Campo da Pólvora.

O Campo da Pólvora foi batizado pela Câmara Municipal de Salvador, como Campo dos Mártires, em memória dos líderes da Revolução de Pernambucana (1817) e dentre eles, estava José Inácio de Abreu Lima, o Padre Roma.

Até o ano de 1961, o local era oficialmente Praça D. Pedro II. O Campo da Pólvora também funcionou um cemitério (localização imprecisa), destinado a sepultar os indigentes. A partir de 1901, no local foi realizado o primeiro Campeonato Baiano de Futebol, e no ano de 1906 foi transferido para o Campo do Derby, no Rio Vermelho.

A partir de 1917, as disputas ocorriam no Campo da Graça. Até o ano de 1961, o local era oficialmente Praça D. Pedro II. A Casa da Pólvora foi demolida para o alargamento da via urbana. Riquezas da nossa Bahia!

*Adson Brito é professor de História com formação em Psicologia e Filosofia. Texto reproduzido da página do Facebook Salvador Tem Muitas Histórias, mantida por ele.

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