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Dez de 13 setores da indústria brasileira já retomaram níveis de atividade pré-pandemia

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Dez dos 13 setores mais importantes da indústria brasileira já retomaram – ou superaram – níveis de atividade que exibiam antes da chegada da covid-19 ao País. As informações são do jornal Estado de São Paulo desta segunda-feira (26). A produção de cimento, por exemplo, está 22% superior ao que registrava em 2019. Já no setor de papel, o crescimento é de 15% e no de plásticos, de 7,9%. 

Existe a expectativa é que esses setores sigam acelerando ancorados, principalmente, pelo avanço da vacinação, e promessa de um aumento no consumo. Nesse contexto, há preocupação de que o surgimento de novas variantes do vírus provoquem o retorno de medidas restritivas mais duras.

Também há os desafios da pressão de custos de matérias-primas e de energia elétrica, juros mais altos, desemprego e falta de componentes para a produção em alguns setores.

O economista do Itaú Unibanco Pedro Renault, ouvido pela reportagem, avalia que a tendência para o segundo semestre é de “normalização”, embora não plena, em vários segmentos. 

Para ele, parte da indústria está com atividade aquecida mais em razão de reposição de estoques do que por crescimento da demanda. Segundo ele, o consumo de bens duráveis, por exemplo, tende a diminuir em segmentos como o de eletroeletrônicos.

Renault também alerta para o aumento dos juros, que muda a capacidade de investimento das empresas e a do consumidor em se financiar. “Isso tende a tirar um estímulo da economia que está presente agora”. 

A Selic – taxa básica de juros da economia – está em 4,25% ao ano atualmente. A projeção de economistas ouvidos pelo Banco Central no último boletim Focus é de que termine o ano a 6,75%.

O economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fabio Bentes, também avalia que o cenário é positivo para o segundo semestre, mas “não dourado”. Na sua avaliação, há vários obstáculos, como a alta do preço da energia, que deverá ser repassada às mercadorias. “A energia também corrói parcela significativa da renda do consumidor e sobra menos para o consumo”, opina.

Fonte: BNews

Foto: Agência Brasil

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