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Homenagens marcam celebração dos 270 anos da Igreja do Bonfim

Padre Edson agradeceu a Irmandade pelo serviço inestimável prestado à propagação da devoção
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Publicado em 08/07/2024 às 08:47

Em celebração aos 270 anos da Igreja do Bonfim, centenas de devotos participaram, neste domingo (07), de uma programação especial na Colina Sagrada, que contou com queima de fogos, cortejo, hasteamento de bandeiras, missa e homenagens. A maior honraria da Devoção do Senhor do Bonfim, uma comenda, foi entregue ao Cardeal Dom Sergio da Rocha e, “in memoriam”, a Santa Dulce dos Pobres.

Devota do Senhor do Bonfim, a professora Maria Aparecida Reis chegou cedo ao Bonfim e aproveitou para contar um pouco da história da basílica aos filhos, de sete e nove anos. Segundo ela, ontem foi dia de agradecer por várias bênçãos alcançadas: “a basílica é um ponto de encontro com a fé, é onde renovamos a nossa esperança. Fico feliz em poder viver, com a minha família, uma manhã tão abençoada, de festa e tanta emoção”.

Por volta das 7h30 deste domingo, a santa missa em ação de graças foi realizada na Basílica Santuário Nosso Senhor Bom Jesus do Bonfim, presidida pelo arcebispo da Arquidiocese de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil, Cardeal Dom Sergio da Rocha. Ele destacou trecho do hino do Senhor do Bonfim, que trata da misericórdia divina, orientando os fiéis a serem misericordiosos através da solidariedade pelos sofredores, da partilha com os pobres, do perdão sem limites e da reconciliação.

O arcebispo foi homenageado com o título de comendador, assim como Santa Dulce dos Pobres, que foi representada na cerimônia pela Irmã Olívia, que esteve ao seu lado até seus últimos dias de vida. Para o Juiz da Devoção do Nosso Senhor Bom Jesus do Bonfim, Fernando Moreira, a escolha dos homenageados se deu pelos trabalhos exercidos, por ambos, no caráter de fé e social em prol do povo baiano e brasileiro.

“Essa homenagem ao Cardeal se configura a partir do seu exemplo de dedicação à Igreja Católica Apostólica Romana através de suas inúmeras atividades. Ele desenvolve a sua missão com extrema humildade e amor pela Bahia”, destacou. Acerca de Santa Dulce, Moreira reverenciou a sua vida de dedicação intensa e disse que o Anjo Bom da Bahia viu o rosto de Jesus no rosto dos mais necessitados.

Na oportunidade, o padre Edson Menezes, reitor da Basílica, agradeceu a irmandade pelo serviço inestimável prestado à propagação da devoção, e a todos aqueles que, de alguma maneira, têm construído para identificar essa história. “Nos 270 anos desta igreja, agradecemos de modo todo especial, aos irmãos da devoção, irmãos do passado e do presente, pela preciosa colaboração no cultivo da devoção ao Senhor Jesus do Bonfim na Bahia e no Brasil”, completou.

Em mensagem entregue impressa aos devotos e ao fim da celebração, o vigário episcopal reforçou ainda que a Igreja do Bonfim continua atraindo multidões, encantando turistas e sensibilizando devotos com sua mística misericórdia, seu poder de cura, sua motivação para conversão e sua missão de atrair para Deus e para a vivência da concórdia. “Lugar onde a graça divina é oferecida a todos, sem distinção. Que as portas desse tempo continuem abertas para sempre, e do seu trono sagrado, o Senhor do Bonfim permaneça salvando, protegendo e alumiando pelo sinal da sua cruz o coração da Bahia e do Brasil”, completou o padre.

Ao final da missa, foi realizado cortejo processional da Basílica até a sede da Irmandade, com banda de sopro e queima de fogos. Três bolos que traziam a mensagem dos “270 anos de fé e devoção”, foram repartidos com os fiéis, sob todos instalados na Colina Sagrada.

A Igreja do Bonfim foi inaugurada em 1754, nove anos após a chegada das imagens do Senhor do Bonfim e Nossa Senhora da Guia na Bahia. Este fato relacionado ao templo religioso que foi elevado ao título de “Basílica Menor” pelo Papa Pio XI em 1927, aconteceu mediante o pagamento da promessa feita pelo capitão-de-mar-e-guerra da Marinha Portuguesa, Theodosio Rodrigues de Faria, que se sobrevivesse a uma tempestade vindo para o Brasil, traria ao país a devoção dos títulos direcionados a Jesus Cristo e à Virgem Maria.

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Fonte: Tribuna Da Bahia
Foto: Romildo de Jesus
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