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Por que tantos terremotos estão acontecendo? Especialista explica os tremores na América Latina

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Por: Milena D’ Anunciação

 

 

Os recentes tremores que foram registrados na Venezuela e na Colômbia chamaram a atenção e levantaram dúvidas sobre o motivo de tantos abalos sísmicos na América Latina.

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Você sabia que apesar de acontecerem em países próximos, os dois terremotos tiveram características diferentes?

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Segundo Keyla Alencar, professora da Universidade Tecnológica Metropolitana do Chile e doutora em Geografia, a diferença está principalmente nas placas tectônicas envolvidas e na profundidade em que os movimentos aconteceram.

 

Prédio danificado e carro após terremoto em Manizales, na Colômbia, em 10 de agosto de 2026. Foto: John Bonilla/AFP

 

Na Venezuela, o tremor ocorreu na região de contato entre as placas Sul-Americana e do Caribe. Como o abalo teve origem relativamente próxima da superfície, a cerca de 10 quilômetros de profundidade, seus efeitos puderam ser sentidos com mais intensidade.

Já na Colômbia, o terremoto esteve relacionado com o movimento entre as placas de Nazca e Sul-Americana. Nesse caso, o foco foi bem mais profundo, entre 110 e 130 quilômetros abaixo da superfície.

 

Por que alguns lugares sofrem mais?

De acordo com a especialista,  a força de um terremoto não é o único fator que determina seus impactos. A qualidade das construções e a preparação das cidades também fazem diferença.

As regiões como o Chile convivem há décadas com terremotos e, por isso, possuem algumas regras mais rígidas para construções resistentes a abalos sísmicos. Em outras áreas da América Latina, grandes terremotos são menos frequentes e muitas construções não são preparadas para enfrentar tremores de maior intensidade.

 

Keyla explica que a região possui áreas onde as placas tectônicas se movimentam constantemente. Em determinados pontos, uma placa pode passar por baixo de outra, processo conhecido como subducção. Esse movimento acumula energia que, quando liberada, provoca os terremotos.

 

É possível prever um terremoto?

 

Apesar dos atuais avanços da ciência, ainda não é possível saber exatamente quando e onde um terremoto vai acontecer.

Sendo assim, a principal forma de reduzir os impactos é investir em prevenção, principalmente em construções preparadas para suportar os movimentos do solo.

Além da engenharia, planejamento urbano, sistemas de alerta e orientação da população também são importantes para diminuir o número de vítimas quando um grande abalo acontece.

 

 

 

 

Foto: Reprodução/ Getty Images

 

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