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Preço do ovo volta a subir em Salvador e pode pesar ainda mais na Semana Santa

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O preço do ovo voltou a subir em Salvador após meses de queda e já pesa no bolso do consumidor. Em alguns pontos da capital baiana, a placa com 30 unidades chega a custar até R$ 34,99, segundo levantamento em feiras livres e mercados. Item básico na alimentação, o produto tem sido uma alternativa para muitas famílias diante do alto custo das carnes, o que ajuda a pressionar a demanda.

De acordo com dados do IBGE, o preço do ovo apresentou alta de 4,15% em fevereiro de 2026 na Região Metropolitana de Salvador, após uma queda expressiva de 6,67% em janeiro. Apesar da recente elevação, o produto ainda acumula retração no ano (-2,80%) e queda mais significativa em 12 meses (-15,17%), indicando um período prolongado de preços mais baixos ao longo de 2025.

Em visitas a pontos de venda, consumidores relatam surpresa com o novo reajuste. “Tinha dado uma aliviada no fim do ano passado, mas agora voltou a subir. A gente sente na hora de fazer a feira”, conta a dona de casa Cláudia Costa. Já comerciantes afirmam que o aumento vem sendo repassado gradualmente. “A gente ficou meses segurando preço baixo, mas agora o fornecedor aumentou e não tem como não repassar”, explica um feirante.

Segundo a supervisora de disseminação de informações do IBGE na Bahia, Mariana Viveiros, o movimento recente não está ligado a um único fator. “Houve uma recomposição dos preços ao consumidor após sucessivas quedas ao longo de 2025. Além disso, há uma combinação de fatores que ajudam a explicar essa alta”, afirma.

Entre esses fatores, está o período da Quaresma, quando tradicionalmente há aumento no consumo de ovos em substituição às carnes. “Os produtores apontam que essa é uma época de demanda aquecida, o que pode influenciar os preços”, explica Mariana. Outro ponto relevante é o crescimento das exportações e a manutenção da demanda interna, que contribuem para um reequilíbrio do mercado.

Ainda de acordo com ela, instituições como o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) também identificaram aumento no preço praticado pelos produtores, o que impacta diretamente o valor final ao consumidor.

A análise histórica mostra ainda um comportamento sazonal: os preços costumam cair em janeiro e subir nos meses seguintes, especialmente entre fevereiro e março. Esse padrão reforça a influência de fatores sazonais no mercado do produto.

Sobre a possibilidade de novos aumentos com a proximidade da Semana Santa, Mariana é cautelosa. “Pode haver continuidade da alta por conta dessa sazonalidade, mas não é possível afirmar com certeza. Precisamos acompanhar os próximos dados”, pontua.

A prévia da inflação de março, que será divulgada nos próximos dias, deve indicar se o movimento de alta continuará. Enquanto isso, consumidores seguem atentos às variações e buscando alternativas para equilibrar o orçamento doméstico.

Fonte: Tribuna da Bahia

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Foto: Canva

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