A capital baiana está ampliando a proteção de áreas de risco e chegará a 640 encostas protegidas com obras de contenção e instalação de geomantas. Atualmente, Salvador conta com 608 áreas já protegidas, enquanto outras 32 intervenções estão em fase final de execução. O objetivo dessas ações é reduzir os riscos de deslizamentos, especialmente durante o período de chuvas.
Desde 2015, a Prefeitura já investiu quase R$400 milhões em obras de contenção de encostas. Nesse período, foram entregues 280 contenções definitivas e instaladas 328 geomantas, beneficiando milhares de famílias que vivem em áreas consideradas de risco.
As intervenções são definidas com base em estudos técnicos da Defesa Civil (Codesal), que avalia o grau de risco das encostas a partir de vistorias e também dos chamados feitos pela população por meio do telefone 199.
Entre as áreas monitoradas está a região do Calafate, localizado na Fazenda Grande do Retiro, onde equipes realizam vistorias frequentes, monitoramento, aplicação de lonas e manutenção da drenagem para reduzir o risco de deslizamentos.
Os investimentos também têm refletido na segurança da população. Entre 2020 e 2025, Salvador não registrou mortes causadas por deslizamentos de terra relacionados às chuvas.
Um dos exemplos é a comunidade do Mamede, no Alto da Terezinha, que recebeu 12 obras de contenção com investimento de R$5,8 milhões. Além da estabilização das encostas, as intervenções incluíram escadarias, pavimentação e melhorias na drenagem, facilitando a mobilidade e o escoamento da água da chuva.
Além das obras, a capital conta com um sistema permanente de prevenção, que inclui monitoramento das chuvas em tempo real, vistorias técnicas, sirenes em áreas de risco e planos de evacuação para proteger moradores durante períodos de maior risco.
Foto: Reprodução: Valter Pontes / Secom PMS

