Ciência e Saúde

Depressão x cotidiano: saiba como uma rotina atarefada pode esconder uma doença silenciosa

Publicado em 15/10/2026 às 14:25

A depressão nem sempre se manifesta por meio do isolamento ou da falta de disposição. Embora esses sinais sejam comuns, algumas pessoas continuam trabalhando, estudando e realizando as tarefas de casa enquanto enfrentam um sofrimento emocional que nem sempre é percebido por quem está ao redor.

A psicóloga Fabiane Veiromber explica que os sintomas variam de pessoa para pessoa e que não é correto esperar uma única forma de manifestação da doença. Enquanto alguns pacientes podem chorar com frequência ou ter dificuldade para sair da cama, outros mantêm suas atividades diárias, mesmo convivendo com tristeza, angústia, desesperança e perda de interesse pelas coisas.

De acordo com a especialista, continuar cumprindo os compromissos não significa que a pessoa esteja bem. Em alguns casos, manter a rotina exige um esforço muito maior do que o habitual, enquanto o sofrimento permanece escondido e interfere em diferentes aspectos da vida.

O preconceito e a dificuldade de reconhecer os próprios sentimentos também podem atrasar a procura por ajuda. Muitas pessoas acreditam que só precisam de acompanhamento quando chegam a um estado grave ou já não conseguem realizar as atividades cotidianas.

Foto: João Ferreira

A psicóloga alerta que essa percepção pode fazer com que os sinais sejam ignorados por muito tempo. Além das manifestações emocionais, como tristeza persistente, sensação de vazio e perda de prazer, a depressão pode provocar sintomas físicos, incluindo cansaço, mudanças no sono e no apetite e dores pelo corpo.

É importante lembrar que tristeza, frustração e desânimo também fazem parte da vida. Situações como perdas, conflitos e períodos de luto podem afetar o sono e a alimentação sem necessariamente indicar um transtorno depressivo.

O sinal de alerta aparece quando o sofrimento se torna persistente, intenso ou começa a prejudicar a rotina. Perder o interesse por atividades antes prazerosas, apresentar dificuldade de concentração, ter alterações significativas no sono ou no apetite e sentir culpa ou desesperança com frequência são sinais que merecem atenção.

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Buscar ajuda profissional não exige chegar ao limite. Reconhecer o sofrimento e procurar acompanhamento são passos importantes para cuidar da saúde mental.

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