A pressão no olho direito é tão forte, que a sensação é que uma faca está fincada nele. Pressiono o olho com bastante força na esperança que a dor alivie, mas é só tirar o dedo e ela volta, exatamente como era antes. A luz incomoda, o barulho machuca, os odores pioram ainda mais o enjoo que acompanha a dor. É preciso ficar de olho fechado, paradinha, esperando que ela suma, o que pode durar um dia ou mais. É uma dor incapacitante, que me faz parar completamente as minhas atividades do dia a dia.
Quem nunca passou por uma crise de enxaqueca ou uma dor de cabeça muito forte, talvez não se identifique com meu relato inicial do texto. Mas eu posso afirmar: é horrível e eu tenho vivido isso todos os meses, por anos, na maioria das vezes antes ou ao final do período menstrual. Mas algumas vezes ela vem sem data certa e sem avisar, rasgando a minha alegria e me fazendo não suportar a situação, não tendo outra alternativa senão cancelar compromissos e deixar o trabalho e os afazeres da casa pra depois.

Friedrich Nietzsche, o famoso filósofo alemão, sofria terrivelmente de dores de cabeça, e em um de seus livros, ‘A Gaia Ciência’, revelou onde sua dor o levava:
“Somente a grande dor, a dor longa e lenta que leva o seu tempo, aquela em que somos, por assim dizer, queimados com lenha verde, só essa nos obriga a descer às nossas últimas profundezas… Eu duvido que tal dor nos torne ‘melhores’; mas sei que nos torna mais profundos”.
Talvez somente quem sofre com enxaqueca e dor de cabeça compreenda o que ele quis dizer.
Mas não entrando nas profundezas da dor, basta buscar um pouquinho mais de informação sobre dor de cabeça para aprender que existem vários tipos, sendo as mais comuns a cefaleia e a enxaqueca, que podem se manifestar de formas diferentes. Assim como as dores não são similares, suas causas também variam. Alterações hormonais, depressão, exercício físico em excesso, stress e inclusive a alimentação podem ser gatilhos para dores de cabeça.
Fonte: Comida com História


