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Estudo revela dificuldades no cuidado com a saúde de caminhoneiros no Brasil

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De acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, 41% dos caminhoneiros que estão cadastrados na Atenção Primária à Saúde (APS) não receberam atendimento médico entre 2022 e 2025. Esse dado evidencia as dificuldades no acompanhamento regular dessa população, que acabam sendo impactados por longas jornadas de trabalho, deslocamentos constantes e barreiras de acesso aos serviços de saúde.

O levantamento, que foi apresentado durante o Seminário Agora Tem Especialistas – Caminhoneira e Caminhoneiro, apontou  que o cuidado com esses trabalhadores está precisando ser adaptado à realidade das estradas, onde a rotina e a mobilidade muitas vezes dificultam o vínculo contínuo com a rede pública.

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Principais problemas de saúde entre caminhoneiros

  • Hipertensão arterial foi a condição mais frequente no período analisado;
  • Em seguida aparecem os casos de diabetes entre os atendimentos registrados;
  • Também foram identificados transtornos relacionados à saúde mental;
  • Maior parte dos atendimentos se concentrou na faixa etária de 40 a 59 anos;
  • Dados indicam envelhecimento progressivo da categoria profissional.

Para ampliar o acesso, o programa “Agora Tem Especialistas – Caminhoneira e Caminhoneiro”  vai levar atendimento médico e de enfermagem diretamente a pontos de parada nas rodovias, oferecendo serviços como consultas, exames rápidos, vacinação e orientações de saúde.

Em pouco mais de quatro meses, as unidades móveis de atendimento já registraram mais de 6 mil atendimentos e quase 9 mil procedimentos, reforçando a demanda por ações de saúde itinerantes voltadas a caminhoneiros e caminhoneiras em todo o Brasil.

 

 

FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE

Foto: Walterson Rosa/MS 

 

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