Governo pede análise para incluir canetas emagrecedoras no SUS
O Ministério da Saúde protocolou, na última quinta-feira (24), um pedido para que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) avalie a possivel inclusão de medicamentos à base de GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, na rede pública de saúde.
Essa proposta considera o uso dos medicamentos no tratamento da obesidade. A decisão sobre uma possível incorporação ainda depende da análise da Conitec.
Obesidade cresceu no país
De acordo com os dados do Ministério da Saúde, a proporção de pessoas com obesidade no Brasil passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024.
Diante desse cenário, a pasta afirma que o tratamento da condição exige acompanhamento de longo prazo e pode contribuir para reduzir complicações de saúde e impactos sobre o sistema público.
Preços dos medicamentos caíram
Um dos argumentos apresentados pelo governo é a redução dos preços dos medicamentos após o aumento da concorrência no mercado brasileiro.

De acordo com o Ministério da Saúde, os valores caíram cerca de 70% em menos de um ano. Atualmente, 25 canetas emagrecedoras têm registro no país, sendo 14 delas aprovadas em 2026.
A proposta apresentada à Conitec inclui medicamentos à base de semaglutida e liraglutida.
Como seria o acesso pelo SUS
Caso a tecnologia seja incorporada, o tratamento não seria destinado automaticamente a todas as pessoas com obesidade.
O Ministério da Saúde prevê a definição de critérios clínicos para o acesso, priorizando pacientes para os quais o tratamento possa trazer benefícios relevantes e ajudar a evitar complicações ou procedimentos de maior complexidade.
O que acontece agora
O pedido vai ser analisado pela Conitec, que vai fazer a avaliação das evidências científicas, segurança, eficácia, custos e outros aspectos antes de emitir uma recomendação.
Portanto, as canetas ainda não foram incorporadas ao SUS. A eventual oferta dependerá das etapas de avaliação e decisão previstas no processo.


