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Hospital de Vitória da Conquista marca história com primeiro transplante duplo do interior da Bahia

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Um procedimento inédito marcou a história da saúde pública da Bahia. Pela primeira vez, uma equipe médica do interior do estado realizou, através do Sistema Único de Saúde (SUS), um transplante duplo de fígado e rim. A cirurgia aconteceu na cidade de Vitória da Conquista e beneficiou um paciente de 55 anos que sofria com falência terminal dos dois órgãos.

O paciente estava enfrentando um quadro grave de cirrose hepática associada à insuficiência renal avançada.  Ele necessitava frequentemente ficar internado e precisava passar por sessões de hemodiálise três vezes por semana enquanto aguardava uma oportunidade de transplante.

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A doação dos órgãos ocorreu no município de Jequié, no Hospital Prado Valadares. Após confirmarem a compatibilidade, uma equipe formada por cirurgiões e enfermeira se deslocou de aeronave para efetuar a captação dos órgãos .O fígado e um dos rins foram destinados ao mesmo receptor, que passou pelo procedimento no Hospital São Vicente de Paulo, em Vitória da Conquista.

A operação durou em torno de seis horas e meia. Primeiro realizaram o transplante hepático e logo em seguida, o transplante renal. No final do procedimento, o paciente foi encaminhado para recuperação consciente e respirando sem auxílio de aparelhos. Ele recebeu alta hospitalar nesta semana.

Para o cirurgião e chefe do Serviço de Transplante Papa São João Paulo II, Luiz Fernando Veloso, esse resultado representa uma mudança de vida para o paciente e um marco para a medicina no interior baiano.

“Com os transplantes dos dois órgãos, a vida deste paciente tende a retornar ao estado normal, restabelecendo sua vida tanto em quantidade quanto em qualidade”, destacou.

Eraldo Moura, coordenador estadual do Sistema de Transplantes da Bahia, ressaltou que o procedimento reforça o processo de interiorização dos transplantes no estado, permitindo que pacientes sejam atendidos mais próximos de suas cidades de origem.

Atualmente, em torno de 2,2 mil pessoas aguardam por um transplante de rim na Bahia, enquanto outras 71 esperam por um fígado. Diante desse cenário, os especialistas reforçam a importância da doação de órgãos e do diálogo com familiares sobre o desejo de ser doador, já que a autorização da família é indispensável para que o processo aconteça.

 

 

FONTE: ASCOM/ SESAB

Foto: Divulgação/ Hospital São Vicente de Paulo

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