Setembro Verde alerta para prevenção do câncer de intestino
A Bahia deve registrar 2.170 novos casos de câncer colorretal em 2026, sendo 590 em Salvador, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA). O tumor, também conhecido como câncer de intestino, é o terceiro mais comum no Brasil.
Durante a campanha do Setembro Verde, especialistas reforçam a importância da prevenção e da adoção de hábitos mais saudáveis, já que alguns fatores de risco podem ser modificados.
Principais fatores de risco
Entre os hábitos e condições que podem aumentar as chances de desenvolver a doença estão:
- Obesidade;
- Sedentarismo;
- Alimentação inadequada, principalmente com consumo frequente de ultraprocessados;
- Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
- Tabagismo;
- Histórico familiar da doença;
- Inflamações intestinais crônicas;
- Presença de pólipos no intestino.

O câncer colorretal pode atingir o cólon e o reto. Em cerca de 90% dos casos, o tumor se desenvolve a partir de pólipos, que são lesões inicialmente benignas.
Colonoscopia ajuda na prevenção
A colonoscopia é um dos principais exames para identificar alterações no intestino. O procedimento permite encontrar e retirar pólipos, além de detectar tumores em diferentes estágios.
Segundo especialistas, pessoas sem fatores de risco devem realizar a primeira colonoscopia entre 45 e 50 anos, com a repetição definida de acordo com a orientação médica.
Já quem possui histórico familiar ou outras condições que aumentam o risco pode precisar começar o acompanhamento mais cedo.
Fique atento aos sintomas
O câncer de intestino pode evoluir de forma silenciosa, o que pode contribuir para diagnósticos tardios. Alguns sinais que precisam ser investigados são:
- Mudanças no hábito intestinal, como diarreia ou prisão de ventre;
- Sangue nas fezes;
- Anemia;
- Perda de peso sem explicação;
- Fraqueza;
- Alterações no apetite;
- Desconforto ou dor abdominal.
Ter esses sintomas não significa necessariamente ter câncer, mas é importante procurar avaliação médica para descobrir a causa.
Prevenção
A adoção de uma alimentação equilibrada, a prática de atividade física, o controle do peso e a redução do consumo de álcool e cigarro podem ajudar a diminuir os riscos.
Além dos hábitos saudáveis, o acompanhamento médico e a realização dos exames de rastreamento, quando indicados, são importantes para aumentar as chances de diagnóstico precoce e tratamento adequado.

