Uma em cada quatro pessoas idosas que vivem em áreas urbanas já sofreu pelo menos uma queda ao longo de um ano. Esse dado faz parte de um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e chama atenção para a importância de manter a força, o equilíbrio e a autonomia durante o envelhecimento.
Com o aumento da população idosa no Brasil, os exercícios físicos passam a ter um papel importante na manutenção da capacidade de realizar atividades do dia a dia. Para o profissional de Educação Física Jauan Anselmo, porém, o treino precisa acompanhar as mudanças naturais do corpo e ser adaptado para cada pessoa.
De acordo com o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), 25,1% dos idosos brasileiros que vivem em áreas urbanas tiveram pelo menos uma queda em um período de 12 meses.
Força também é importante na terceira idade
Envelhecer não significa deixar de fazer exercícios de força ou apostar somente em caminhadas. O treinamento pode ajudar na manutenção da musculatura e facilitar tarefas comuns, como levantar de uma cadeira, subir escadas ou carregar compras.

Um dos pontos de atenção é a sarcopenia, condição relacionada à perda de massa, força e desempenho muscular. Estudos apontam que ela pode atingir de 5% a 13% das pessoas com 65 anos ou mais e chegar a até 50% entre quem tem mais de 80 anos.
Para Jauan, o objetivo não é buscar grandes cargas, mas oferecer ao corpo estímulos adequados para preservar a independência.
Exercício precisa acompanhar cada pessoa
A rotina de treinamento deve levar em conta fatores como intensidade, frequência, volume dos exercícios e tempo de recuperação. Histórico de lesões, condições de saúde, sono e nível de condicionamento também podem influenciar na escolha das atividades.
Uma pesquisa publicada em 2025, com dados do UK Biobank, encontrou associação entre níveis mais altos de atividade física moderada a intensa e menor risco de desenvolvimento de sarcopenia em adultos de meia-idade.
Nem exagero, nem falta de atividade
Assim como ficar parado pode contribuir para a perda de capacidade física, treinar demais sem dar tempo para o corpo se recuperar também pode ser prejudicial.
Constância é o mais importante
Rotina sustentável – O ideal é manter uma frequência de exercícios que possa ser seguida por bastante tempo;
Mais autonomia – A atividade física ajuda a manter um envelhecimento ativo e a independência nas tarefas do dia a dia;
Sem exageros – O treino não precisa ser uma disputa de limites, mas uma forma segura de cuidar do corpo.

