Na crise causada pela pandemia, a alternativa apontada por muitos empreendedores para manter o fôlego e atravessar o momento turbulento era o acesso a crédito e linhas de financiamento. Para os pequenos negócios, essa sempre foi uma dificuldade, já que o sistema financeiro exigia garantias que muitos desses empreendedores não poderiam apresentar.
O cenário mudou, justamente, por conta da pandemia, com o lançamento de linhas de crédito emergenciais para suprir as necessidades desse momento. Recentemente, o Ministério da Economia lançou uma nova fase do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (PEAC) com garantia do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), com uma novidade: a inclusão de microempreendedores individuais (MEIs), com recursos previstos de R$ 21 bilhões até dezembro de 2023.
Mas, para a solução não virar problema, é preciso ter atenção. O Sebrae orienta que o crédito deve ser utilizado para um fim específico. Se for para capital de giro, usar apenas para essa função. Se for investimento, manter a mesma linha até o final. E, acima de tudo, é fundamental planejar e fazer soluções sobre a capacidade de pagamento, para que o crédito seja efetivo e cumpra com o seu objetivo no momento do contrato.

