Redação
Os interessados devem retirar os acessos nas bilheterias do locais das apresentações, uma hora antes do evento que quiserem assistir. A programação completa pode ser conferida no site do evento.
O evento começou na quarta-feira (8) com o show “Baba Yaga”, da cantora mirim Lilica Rocha, às 16h, no Teatro Gregório de Mattos (TGM), no Centro. A artista agitou o público com canções do segundo disco, “Baba Yaga – O Futuro é Agora”, além de releituras de clássicos infantis e da axé music, como Faraó, Chame Gente e Raiz de Todo Bem.
No teatro, a programação foi aberta pela peça “Aos 50 Quem Me Aguenta”, da atriz e escritora baiana Edvana Carvalho, no Espaço Cultural da Barroquinha, também no Centro Histórico. A artista encenou textos autorais que tratam sobre a própria experiência enquanto mulher negra, nordestina e professora.
A peça também será apresentada na sexta-feira (10), no Espaço Boca de Brasa Subúrbio 360°, e no sábado (11), no Espaço Boca de Brasa Cajazeiras.
Oficina de interpretação teatral
Durante a encenação de “Aos 50 quem me aguenta”, na nesta quinta-feira (9), no Espaço Boca de Brasa Valéria, será realizada a “Oficina de interpretação teatral e expressão vocal”. A atividade terá início às 9h, com duração de três horas e 20 vagas disponíveis para atores iniciantes e estudantes de teatro.
O objetivo central é desenvolver o repertório e as técnicas necessárias para a criação de personagens, utilizando abordagens práticas e teóricas que combinem improvisação, jogos teatrais e construção da personagem. Também serão explorados textos do teatro nordestino e do negro, além da estética afrobrasileira percussiva.
Exposição de grafites
Ainda, entre um espetáculo e outro no TGM, dá para conferir a exposição “Plantações de Autoestima”, dos grafiteiros Sagaz & Pepino, em cartaz na Galeria da Cidade, além de curtir performances de outros artistas que realizam Residências Artísticas no Curto Circuito.
Outras atrações
Os atores baianos Rita Assemany e Marcelo Praddo trazem, respectivamente, as peças “Surf no Caos” e “Vou te Contar”. Rita se apresenta na sexta-feira (10), às 19h, no TGM, com um monólogo que questiona a natureza humana através da perspectiva de Lucy, o primeiro ser humano primitivo.
Já Praddo sobe ao palco no sábado (11), às 16h, no Espaço Boca de Brasa Valéria, com um monólogo dirigido e atuado por ele mesmo. O espetáculo dá voz a pessoas comuns, que não possuem milhões de seguidores ou desfrutar das regalias dos camarotes vips do nosso carnaval, mas que são a pura essência da nossa alma brasileira.
Nesta quinta (9) e sexta-feira (10), às 19h, acontecerá a apresentação do espetáculo “Entrelinhas” no Espaço Cultural da Barroquinha. Direcionado ao público adulto, o espetáculo de dança discute a violência contra a mulher e evidencia como a voz da mulher negra é historicamente silenciada dentro de uma sociedade opressora, machista e de mentalidade escravocrata
Haverá ainda apresentação do projeto Sibí Dúdú no sábado (11) e domingo (12), às 16h, no Espaço Cultural da Barroquinha. A atração busca celebrar a cultura de matriz africana em Salvador através das raízes do samba de roda. Os artistas soteropolitanos que comandam o palco são Nega Duda Sambadeira e a Orquestra de Atabaques do grupo Mãos no Couro.
Ocupando três espaços entre 9 e 15 de janeiro, o espetáculo teatral “Museu do que Somos” convida o público a experimentar o lugar de curador de uma exposição e construir um museu que exponha não apenas sua memória, mas sobretudo os contextos do vivido e as peças do presente.
Com direção e dramaturgia de Luiz Antônio Sena Jr., a obra mistura teatro, performance e museologia e será apresentada no TGM na quinta-feira (9), às 16h; no Sesi Casa Branca, no Caminho de Areia, no sábado (11) e domingo (12), às 19h; e no Espaço Boca de Brasa Cajazeiras, em Cajazeiras X, no dia 15, às 19h.
Foto: Brenda Ferreira e Bárbara Carvalho

