A vitória imponente do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti trouxe o alívio que a Seleção precisava na Copa do Mundo de 2026, mas deixou uma preocupação no ar. O choro inconsolável de Raphinha ao desabar no gramado da Filadélfia, ainda no primeiro tempo, já indicava que o problema era sério. Neste sábado (20), os exames de imagem confirmaram o temor da comissão técnica: o atacante sofreu uma lesão muscular na região posterior da coxa direita.
Apesar do diagnóstico, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que o jogador não será cortado do Mundial. Em comunicado oficial, a entidade explicou que Raphinha já iniciou um protocolo de tratamento intensivo, sendo acompanhado de perto pelo departamento médico da Seleção em solo americano, na expectativa de uma recuperação no menor tempo possível.
O fantasma da lesão repetida
O clima de apreensão entre os jogadores ficou evidente logo após o apito final. Em entrevista à CazéTV, Vinícius Júnior lamentou profundamente o ocorrido e revelou o receio do grupo. “Uma pena o Rapha ter saído machucado. A gente fica triste por ele. Acho que foi a mesma lesão da última vez”, desabafou o camisa 7.
E o histórico recente de Raphinha de fato preocupa. O músculo posterior da coxa direita tem sido o grande calcanhar de Aquiles do atacante do Barcelona. Em março deste ano, durante os amistosos da Data Fifa contra a França, ele sofreu uma contusão idêntica que o afastou dos gramados por longos 46 dias, fazendo com que retornasse ao futebol apenas em maio, às vésperas da Copa. No ano passado, o atleta também perdeu convocações importantes pelo mesmo motivo.
Os caminhos de Ancelotti
Com o futuro de Raphinha indefinido no torneio e o jogo decisivo contra a Escócia batendo à porta na próxima quarta-feira (24), o técnico Carlo Ancelotti estuda as opções para manter o ritmo ofensivo da equipe.
O substituto imediato contra o Haiti foi o jovem Rayan, de apenas 19 anos, que atua no Bournemouth. O treinador italiano elogiou a personalidade do garoto e justificou a escolha apontando a sua dedicação nos treinamentos e o encaixe tático, por possuir um perfil diferente e dar novas alternativas ao ataque. Além do jovem, o comandante tem à disposição o atacante Luis Henrique, do Zenit, que também atua pelo lado direito do campo.
Agora, a Seleção Brasileira divide as atenções entre a preparação tática para carimbar a vaga nas oitavas de final e a torcida nos bastidores para que seu camisa 11 consiga vencer o tempo e voltar a tempo de ajudar o Brasil na busca pelo hexa.

