A descoberta de seis novas fintechs que atuavam como braços financeiros do PCC foram a premissa da Operação Fluxo Oculto, deflagrada pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) por meio do Gaeco, e pela Receita Federal. Esta é a segunda fase da Operação Carbono Oculto, que investiga a atuação da organização criminosa no mercado de combustíveis.
De acordo com as investigações, o esquema teria movimentando mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025. Por meio de contas bolsão, blindagem patrimonial e depósitos em espécie, a facção empoderou-se ao ampliar suas ramificações.
Modus Operandi
De acordo com a Receita Federal, a utilização de “contas bolsão” servia para receber recursos de forma centralizada. Desta forma a dispersão dos valores dificultava o rastreamento, ocultando os verdadeiros destinatários.
A “blindagem patrimonial” era permitida por um movimento chamado de ‘estrutura opaca’ das fintechs. O esquema se aproveita de uma suposta ausência de compliance mais rigoroso dessas instituições, além da falta de obrigatoriedade de declarações fiscais.
A magnitude do problema tem contornos milionários. De acordo com as investigações, uma única instituição recebeu mais de R$ 1 bilhão em dinheiro vivo, o que é considerado atípico para o setor.
Ao todo, estão sendo cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul. Entre os alvos, estão instituições financeiras sediadas na Faria Lima, centro financeiro do país.
Veja quais foram as empresas alvo da operação:
- Ceopag Instituição de Pagamento, Ceopar, Fundopay S.A. e XBR Participações
- America Payment S.A
- Sispay Instituição de Pagamento, Vpay Instituição de Pagamento e May Servex Negócios Imobiliários
- Smart Solutions Instituição de Pagamento e Smart Safe Locação e Processamento de Dados
- YAW Instituição de Pagamento S.A
- Ello Gestora de Recursos Ltda
Fonte: CNN Brasil
Foto: Divulgação/MPSP

