O abate de jumentos foi proibido na Bahia na última segunda-feira (13) por decisão da Justiça Federal. A determinação foi assinada pela juíza Arali Maciel Duarte. O motivo dessa decisão levou em conta que a Justiça considerou relatos de maus-tratos na criação dos animais, problemas nas condições sanitárias dos abatedouros e o risco de extinção da espécie como principais motivos para a proibição.

Foto: Divulgação / Proteção Animal Mundial
Essa discussão sobre o tema já vem ocorrendo desde 2010, quando entidades de proteção animal começaram a questionar a forma como a atividade era realizada na Bahia e apontando as possíveis irregularidades. A atividade chegou a ser regulamentada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) em 2016 e novamente em 2020. Porém, segundo a decisão, as regras em vigor não estavam sendo cumpridas corretamente.
Além de proibir o abate dos animais, a decisão desta segunda-feira também determinou que eles sejam encaminhados para santuários de proteção.
De acordo com matéria publicada pelo G1 na terça-feira (14), as organizações responsáveis pela ação civil pública contra a atividade no estado comemoraram a decisão e a classificaram como um marco na proteção desses animais no país. Segundo dados do Ministério da Agricultura, mais de 173 mil jumentos foram abatidos na Bahia entre 2021 e abril deste ano.nA cidade de Amargosa, no Recôncavo Baiano, foi apontada como a principal exportadora dessa atividade. A maior parte dos animais tem como destino a China.
O couro dos jumentos é utilizado para produzir colágeno, usado na fabricação do “ejiao”, um produto usado na medicina tradicional chinesa.


