Iniciada no começo de abril em Salvador, a Operação Chuva se estende até o mês de junho, com ações voltadas para minimizar os efeitos de possíveis desastres relacionados ao clima. Uma peça estratégica no âmbito da operação é o Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil de Salvador (Cemadec), com funcionamento 24 horas. O centro realiza uma análise climatológica contínua e monitora em tempo real os volumes de precipitação.
O diretor da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Adriano Silveira, explica que, com o Cemadec, é possível antecipar cenários de risco e agir de forma preventiva para proteger vidas. “Trabalhamos com critérios técnicos rigorosos que envolvem a análise climatológica e o acompanhamento dos volumes de chuva acumulados. A partir desses dados, realizamos a mudança de nível de risco climatológico de forma responsável e transparente, garantindo que cada decisão seja baseada em evidências”, aponta o gestor.
Segundo o diretor, o Cemadec integra tecnologia, análise técnica e protocolos operacionais dentro da Operação Chuva. “Essa combinação fortalece a capacidade de resposta do município e amplia a cultura de prevenção, essencial para minimizar impactos durante o período chuvoso, orientando as ações do Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil, coordenados pela Codesal”, afirma Adriano.
Todos os alertas seguem protocolos de segurança definidos pelo Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), para orientar tanto as equipes da Codesal quanto a população. “Nosso objetivo é assegurar que cada pessoa saiba exatamente como agir diante de uma situação de risco, reduzindo a exposição a desastres”, completa o diretor da Defesa Civil municipal.
A coordenadora de Prevenção da Codesal, Alana Matos, afirma que o monitoramento mais intenso acontece entre abril e junho. “Nesse período do outono, costumam ser mais sentidas mudanças. No Centro de Monitoramento, nós acompanhamos tanto o que está acontecendo na cidade, em termos de variáveis atmosféricas, quanto o que pode vir a acontecer”, diz.
De acordo com a coordenadora, com base no momento e na previsão, há uma série de protocolos que requerem processos para acionamento. “Temos processos de celeridade, resposta, contingência, e até mesmo algum processo de prevenção para mitigar um possível desastre ou acidente. Precisamos trabalhar com duas frentes para ter um resultado efetivo. Em relação a fenômenos naturais, a gente não pode evitar que aconteça, mas podemos nos resguardar do resultado quando ocorre”, conclui.
Meteorologista da Codesal, Giuliano Carlos detalha o trabalho para evitar principalmente deslizamentos de terra. “Temos 147 sensores espalhados, através dos quais a gente consegue medir água da chuva, temperatura, a lâmina d’água subindo; e também temos sensores de saturação de solo. É possível perceber o quanto aquele solo está saturado”, afirma.
O centro utiliza sistemas informatizados e protocolos definidos no Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), que organiza as ações conforme níveis de alerta. O trabalho é realizado por equipes multidisciplinares especializadas e apoiado por tecnologia desenvolvida em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Durante o período chuvoso, o Cemadec é reforçado por profissionais temporários e recursos adicionais.
Fotos: Otávio Santos / Secom PMS
Reportagem: Ana Virgínia Vilalva / Secom PMS


