Com tecnologia desenvolvida na China, uma plataforma operacional inédita na América Latina será implantada na Baía de Todos-os-Santos, em junho, marcando o início da construção da Ponte Salvador-Itaparica. A estrutura será utilizada para o transporte de trabalhadores, insumos e equipamentos, garantindo mais segurança e eficiência durante a execução da obra.
Com o objetivo de viabilizar o início dos trabalhos dentro do cronograma estabelecido, a Concessionária Ponte Salvador-Itaparica já protocolou os pedidos de alvará junto às prefeituras de Salvador e de Vera Cruz. Do lado da capital, as atividades começam com a construção no vão central na Baía de Todos-os-Santos e o funcionamento do canteiro de obras na Avenida Engenheiro Oscar Pontes, que dará suporte às atividades no mar. Já em Vera Cruz, os trabalhos começam com o canteiro de obras e a construção da plataforma desde o início do município em direção ao vão central.
As obras nos sistemas viários em Salvador e em Vera Cruz serão iniciadas posteriormente, por não se tratar de caminhos críticos, como é o caso do vão central. Além das frentes de trabalho nos dois municípios, o projeto contará com um canteiro no Estaleiro São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, viabilizado a partir de contrato firmado com a Petrobras. No local, serão produzidos elementos pré-moldados fundamentais para a execução da ponte, ampliando a capacidade logística e garantindo maior eficiência ao cronograma da obra.
No dia 30 de março, um navio saiu da China carregado com 44 containers com mais de 800 toneladas de materiais que serão usados na obra. A chegada do navio em Salvador está prevista para a segunda quinzena de maio.
“A implantação da plataforma representa o início dos trabalhos na Baía de Todos-os-Santos. A construção da ponte acontecerá por meio dessa plataforma, que será removida após a conclusão dos trabalhos. Seus materiais serão reaproveitados”, explicou Carlos Prates, gerente de Relações Institucionais e porta-voz da Concessionária.
O sistema é adotado em grandes obras de infraestrutura na China e traz diversas vantagens para o projeto no Brasil. Uma delas é a redução em quase 70% no número de embarcações atuando na Baía de Todos-os-Santos, contribuindo para um melhor tráfego marítimo.
A estrutura acompanha a ponte em quase toda a sua extensão. A plataforma manterá o canal principal de navegação, por onde passarão as embarcações maiores, com 400 metros largura por 85 metros de altura. Para embarcações de menor porte haverá passagens auxiliares do lado de Salvador e do lado da Ilha, com 40 metros de largura e sem limitação vertical, permitindo assim o livre tráfego marítimo.
Pescadores da região terão espaços exclusivos de navegação, ainda mais próximos às margens de Salvador e de Vera Cruz, com 15 metros de largura e 3,3 de altura, mas eles também poderão passar pelos canais auxiliares.
“Essa estrutura vai garantir maior previsibilidade do cronograma de obra, além de aumentar a segurança para os trabalhadores e todos que navegam diariamente na baía. A plataforma também melhora a gestão ambiental já que os resíduos sólidos e líquidos poderão ser coletados em pontos centralizados e descartados adequadamente”, afirma Prates.
TRBN
