A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebeu uma patente nos Estados Unidos por conta de um método de tratamento que pode beneficiar o combate à malária que é resistente aos medicamentos atuais. Essa descoberta foi desenvolvida por pesquisadores do Instituto René Rachou, unidade da fundação que fica localizada em Minas Gerais.
Esse tratamento utiliza um composto chamado DAQ, que trouxe resultados bastante positivos contra as formas resistentes do Plasmodium falciparum, o parasita que é responsável pelos casos mais graves da doença. De acordo com os pesquisadores, essa substância consegue bloquear os mecanismos que são utilizados pelo parasita para sobreviver aos remédios tradicionais.
Apesar dessa molécula já ser conhecida desde os anos 1960, o grupo de pesquisadores da Fiocruz retomou os estudos com técnicas mais modernas de química e também de biologia molecular. Os testes apresentados mostraram que o composto age rapidamente logo nas fases iniciais da infecção e também apresentou potencial contra o Plasmodium vivax, o tipo mais comum da malária no Brasil.
Um outro ponto que foi considerado importante é a respeito de um possível baixo custo do tratamento, o que pode facilitar o acesso nos países onde a doença ainda é muito frequente.
Apesar dos resultados que são considerados promissores, esses medicamentos ainda precisam passar por novas etapas de pesquisa antes de chegar a ser distribuído à população, como testes de segurança, definição de doses além de desenvolvimento da fórmula final.
A patente foi concedida em março deste ano e possui validade até 2041. Os pesquisadores destacaram que a busca por novos tratamentos é muito importante porque esse parasita da malária continua evoluindo e pode se tornar cada vez mais resistente aos medicamentos atuais.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL
Foto: Reprodução/ Alex Pazuello-Secom

