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Cães hipoalergênicos: como funciona a nova criação científica

Kindred_Companion_Sciences
Publicado em 11/09/2026 às 14:47

Cientistas criam os primeiros cachorros sem uma das proteínas ligadas à alergias. Confira mitos e verdades sobre o assunto

 

Quem ama animais e tem alergia tem um grande desafio: lidar com os sintomas na presença dos pets. Mas em 2024, os primeiros cachorros hipoalergênicos foram criados.

A empresa americana Kindred Companion Sciences foi a primeira a conseguir eliminar um alérgeno, ou seja, substância que pode provocar alergia, em cães vivos. Os estudos foram feitos com duas cadelas da raça beagle, Alfie e Bailey, que nasceram em 2024.

Imagem: Divulgação/Kindred Companion Sciences

 

Como foi feita a criação

Os cientistas fizeram com que a proteína Can f 1, causadora da alergia, não fosse produzida pelo organismo do cachorro, pegando suas células, antes mesmo de nascer e “cortando-as” com uma tecnologia que permite editar o DNA, o CRISPR. A partir dessa edição, as células do feto foram clonadas.

Ambos os animais nasceram saudáveis e sem presença de irregularidades em seus exames.

 

Sobre a alergia

Para entender mais sobre a criação genética e o que causa as crises de alergia, alguns mitos precisam ser desconstruídos:

Mito 1: A alergia é causada pelo pelo do cachorro 

Na verdade, os maiores causadores do problema são as proteínas Can f1 e Can f 2, produzidas nas glândulas salivares e na pele; quando o animal se lambe ou libera células mortas, elas são espalhadas.

 

Mito 2: Tirar o cachorro de casa elimina os alérgenos

Um estudo publicado no National Center for Biotechnology Information (NCBI) revela que, mesmo após remover o animal, pode permanecer na poeira por longos períodos.

 

Mito 3: Alergia a cachorro é sempre igual

A resposta de cada organismo pode variar bastante, pois existem outros tipos de alérgenos de cachorros. São eles:

  • Can f 1 e Can f 2: presentes na saliva e na pele
  • Can f 3: ligado ao sangue (albumina)
  • Can f 5: produzido principalmente por cães machos
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Apesar dos resultados, as pesquisas ainda continuam sendo desenvolvidas, para que a técnica seja aprimorada e testada em maior escala, garantindo maior segurança e eficácia

 

 

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