Durante a manifestação em prol da justiça pelo cão Orelha, no Farol da Barra, em Salvador, o deputado Leo Prates (PDT-Bahia), compareceu no evento na manhã deste domingo (01), e destacou a importância de transformar a comoção em ações concretas de proteção animal.
Para ele, a tragédia deve servir como ponto de partida para avanços estruturais no país. “Eu acho que toda dificuldade traz uma oportunidade. A gente lamenta, sofre com a morte do Orelha, quero me solidarizar com os tutores de Orelha, em Santa Catarina, e quero me solidarizar com tantos tutores de Orelhas que tem por Salvador, pela Bahia, e que a gente se solidarize e que cuidem desses animais”.
“Agora é a oportunidade de estruturar o Brasil, com uma política pública efetiva de cuidados para os animais, e soluções simples podemos fazer muito, por exemplo, possibilitar que as multas ambientais aplicadas pelo Ibama, possa ser usada como financiamento pra política de proteção para os animais. Essa é uma medida muito simples, o projeto já está apresentado desde o ano retrasado por mim, por sugestões de vários tutores que tem aqui”, disse em entrevista ao LapaNews.
Leo Prates também abordou a necessidade de endurecimento das leis em casos de violência extrema contra animais, especialmente quando envolvem menores de idade. “Além disso, tem também o endurecimento das leis. Uma pessoa, seja ela adolescente, ou não, que mata um animal com tamanha crueldade é uma pessoa que merece tratamento psicológico, então estamos fazendo uma modificação no ECA, sugerido pela protetora Patusca, Juliana e Natália, igualando o tratamento a quem mata um animal ou uma pessoa com crueldade, e é de menor. Ou seja, internação, já que eu acho que esses adolescentes merecem”.
O deputado também ressaltou que, sem investimento adequado, as estruturas existentes não conseguem atender às demandas da causa animal. “Eu torço por isso, porém nós precisamos olhar ao que tá por trás de uma delegacia, como eu disse aqui, a pouca política animal que tem aqui na Bahia, é fruto do esforço financeiro da Prefeitura de Salvador, nós precisamos de linha de financiamento, dinheiro, para deixar claro para as pessoas. Uma delegacia que não tenha viatura, que não tenha efetivo, pronto. Não é uma delegacia que não vai responder aos anseios dos protetores e protetoras, então a nossa defesa em primeiro lugar, nós, que amamos os animais possamos criar uma linha de financiamento clara para a política animal”, finaliza.
Foto: Arquivo Pessoal

